De ressaca, Paraná e Atlético decepcionam
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quarta-feira, 04 de julho de 2007
Luciano Balarotti<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Apenas o clima de ressaca pós-clássico pode justificar o desempenho de Atlético e Paraná Clube na rodada de terça. Com atuações sofríveis, as duas equipes judiaram da bola e não passaram de um empate.
Pior para o Furacão, que mais uma vez deixou de mostrar a antiga força da Arena, empatando com o fraco Náutico, que segue à beira do rebaixamento. Já o Tricolor se salvou por pouco de perder para o Fluminense, e o ponto obtido fora de casa foi motivo de comemoração.
Sem contar com o negociado Dênis Marques, Antônio Lopes apostou suas fichas no novato Dinei, que pouco produziu. A desorganização ficou clara no lance do gol dos visitantes. O goleiro Guilherme segurou com a mão bola recuada pela defesa e na cobrança, depois de bate-rebate na área, Gustavo tentou afastar mas chutou em cima de Michel, que marcou gol-contra. A cena era apenas prenúncio de uma noite de péssimo futebol. Que foi parcialmente salva pelo gol de Pedro Oldoni, antes de ser encerrada por uma cotovelada de Alex Mineiro no rosto de Vágner Rosa, que pode garantir longo gancho ao artilheiro.
Para encarar o líder Botafogo, Lopes terá que se desdobrar para armar a equipe depois de perder seus principais atacantes. Fato que pode antecipar a estréia de Marcelo, artilheiro do Campeonato Carioca. O treinador aguarda também a recuperação do volante Valencia e torce para a Colômbia ser desclassificada já na primeira fase da Copa América para Ferreira retornar mais cedo.
Já em Volta Redonda, nem mesmo a permanência de Pintado, que resistiu aos petro-dólares dos Emirados Árabes, foi suficiente para despertar o Tricolor diante do Fluminense. Em noite pouco inspirada de Vandinho, Vinícius Pacheco e Josiel, apenas o trio de zagueiros se destacou no sonolento empate sem gols. Por isso, contra o lanterna América-RN, o treinador deve mexer na equipe para atingir o desejado equilíbrio entre defesa e ataque.


