São Paulo - Para tentar surpreender o rival Corinthians o clássico de quarta-feira, Marcelo Vilar apelou para a velha tática do mistério. Ontem, o treinador do Palmeiras realizou um treino coletivo a partir das 9 horas, mas deixou a imprensa entrar no CT da Barra Funda só depois das 10h15, quando a atividade já havia acabado.
Segundo o treinador, sua atitude não foi para esconder o time que irá entrar em campo quarta-feira, no Morumbi, contra o Corinthians. ''Até porque só vou definir a equipe nos próximos dias, depois de acompanhar o desenvolvimento físico dos jogadores'', explicou Marcelo Vilar, referindo-se às recuperações de Michael, Marcinho e Enílton.
Além dos atletas com os quais poderá contar, Marcelo Vilar tem dúvida quanto ao esquema a utilizar. Como o 3-5-2 foi mal contra o Vasco, o treinador deve optar pelo 4-4-2. ''Não muda quase nada. Já que quando jogamos no 4-4-2, o Marcinho Guerreiro recua para fazer o terceiro zagueiro quando necessário'', avisou.
O volante também fez questão de despistar os jornalistas. ''Nem sei se treinei no time titular ou no reserva'', brincou Marcinho Guerreiro, quando perguntado sobre a formação das equipes no coletivo.
Quem estava empolgado, apesar do treino ser no domingo pela manhã, era o atacante Edmundo. Quando todos já haviam deixado o gramado após o coletivo, o jogador ficou fazendo exercícios abdominais junto com o zagueiro reserva Thiago Gomes.
Edmundo, que perdeu um pênalti contra o Vasco, foi absolvido pelo técnico e até pelo diretor Salvador Hugo Palaia. O cartola, aliás, aproveitou para cutucar o rival Corinthians de quarta-feira. ''Foi uma fatalidade. Diferente do que vimos outro dia, com um jogador deliberadamente chutando a bola para cima'', lembrou, provavelmente se referindo ao erro de Roger, contra o Figueirense, em 2005.
Saudade - Considerado um chato pela maioria dos jogadores de futebol, Leão deixou pouca saudade quando saiu do Palmeiras. Mas, pelo menos um jogador do elenco fará questão de abraçar o treinador corintiano antes do clássico de quarta-feira: Marcinho Guerreiro.
''Foi com o Leão que eu dei a volta por cima aqui no Palmeiras. Devo muito a ele. Claro que também fiz a minha parte dentro de campo, mas foi o Leão que me deu confiança para isso'', disse o volante.
Mesmo agora, no rival Corinthians, o treinador continua fazendo inimigos entre os boleiros. Marcinho Guerreiro explica. ''Isso é normal no futebol. Eu também não gosto de alguns treinadores que me colocaram na reserva.''
E Marcinho Guerreiro está certo em elogiar seu ex-treinador. De reserva, o jogador passou a ser um dos destaques do time sob o comando de Leão. Tanto que quase foi parar no futebol europeu. A negociação com o Olympique, porém, não deu certo. Segundo o volante, os negociadores do time francês se irritaram ao saber que havia um intermediário entre eles o Palmeiras. ''Sempre sonhei em jogar na Europa. Por isso, fiquei muito chateado'', lamentou o jogador.

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