Rio - Uma centelha de esperança é o que move o Flamengo para tentar vencer o Botafogo, neste domingo, às 19h10, e continuar entre os candidatos ao título do Campeonato Brasileiro. O jogo inicialmente seria disputado no Engenhão, mas foi transferido para o Maracanã, o que irritou dirigentes do clube alvinegro.
  A maior polêmica envolvendo o clássico, porém, diz respeito à indicação do árbitro Marcelo de Lima Henrique para apitá-lo. Ele foi bastante contestado pelo Botafogo na decisão da última Taça Guanabara, em confronto justamente contra o Flamengo. Teria, na visão dos botafoguenses, expulsado com muito rigor Zé Carlos e Lúcio Flávio e ainda se equivocado na marcação de um pênalti a favor do adversário.
  Ao final daquele jogo, Túlio saiu de campo chorando e houve um protesto de jogadores e diretores do Botafogo no vestiário. O presidente do clube, Bebeto de Freitas, chegou a renunciar ao cargo minutos após a decisão e voltou atrás no dia seguinte.
  Com a escolha de Marcelo, o Botafogo protestou e o Flamengo, também. ‘‘Ele foi acusado de beneficiar o Flamengo naquela ocasião, o Botafogo já reclamou agora e certamente o Marcelo de Lima vai entrar em campo em situação desconfortável’’, disse o vice-presidente Kleber Leite.
  No Flamengo, a dúvida passou a ser o lateral Leonardo Moura, que se contundiu no treino de sexta-feira e pode ceder a vez para Luizinho.
  Já o Botafogo, que não almeja mais nada no Brasileiro, atuará desfalcado de três atletas: Alessandro, Zé Carlos e Wellington Paulista, todos contundidos. O último só deverá voltar a jogar em 2009, pois sofreu fratura de clavícula.

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