De menina de rua para as pistas de atletismo
PUBLICAÇÃO
domingo, 02 de dezembro de 2001
De Londrina 
Ela saiu das ruas direto para as provas e pistas de atletismo. Ana Luiza dos Anjos Garcês, paulistana, 39 anos, deixou uma vida mergulhada nas drogas e na marginalidade para se dedicar ao esporte. Viveu mais de 18 anos em um reformatório de São Paulo, quando resolveu fugir e desbravar o mundo. ''Logo que saí do orfanato já me envolvi com drogas. A primeira foi a cola, na praça 7 de setembro'', lembra. Aos 19 anos conheceu a cocaína e a maconha.
Do tempo que ainda vivia nas ruas, ela herdou o apelido de ''animal''. Ela o recebeu porque se envolvia frequentemente em muitas confusões no Parque Ibirapuera, quando andava de patins. ''Eu até era amigo do Francisco de Assis'', se referindo ao Maníaco do Parque, que assassinava e enterrava mulheres em lugares isolados do parque.
A reviravolta começou depois de um teste com técnicos do Instituto do Coração, que perceberam seu biotipo para as provas de longa distância. ''Foi o Dr. Carlos Eduardo Negrão que me descobriu para o esporte. Ele me disse que eu tinha uma boa estrutura genética para correr'', disse.
A partir daí, Ana Luiza percebeu o verdadeiro valor da vida no atletismo. Mesmo praticando há apenas seis anos, ela já participou de importantes provas, como a Maratona de Nova Iorque (EUA) e Osaka (Japão), ambas em 99. (G.G)


