De manhã, Malutrom x Paraná
Fernando Tupan Marcos Freitas
O Paraná Clube nunca perdeu para o Malutrom e quer manter a escrita hoje, às 11 horas, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, na primeira partida das semifinais do Campeonato Paranaense. O tricolor pode chegar às finais se empatar nos três encontros. O Malutrom precisa de pelo menos uma vitória para reverter a desvantagem.
A primeira e única vez em que Malutrom e Paraná se enfrentaram foi no dia 10 de abril deste ano, em partida válida pela sexta rodada do Campeonato Paranaense. Na Vila Olímpica, com uma equipe considerada reserva, o tricolor venceu por 1 a 0, gol do estreante Washington.
A grande novidade do Paraná é a volta do atacante Ilan, que não jogou contra o Rio Branco, de Paranaguá, na fase anterior, devido a uma distensão no pé. O garoto de 18 anos foi profissionalizado em fevereiro passado, mas pouco jogou. Quando atuou os 90 minutos, marcou três gols no Coritiba, na memorável goleada de 6 a 2, na Vila Olímpica, no dia 9 de maio.
Adílson também está fora do jogo devido a uma contusão. O zagueiro teve uma contratura muscular e, ao fazer um esforço durante o treino, sentiu a perna. Ney Santos, que jogou a última partida, levou o terceiro amarelo e cumpre suspensão automática. O substituto natural seria Ageu, mas Araújo preferiu improvisar o meia Hélcio na zaga. Com o deslocamento do volante, o treinador vai usar Fernando para ser o companheiro de Reginaldo Vital.
Wilson continua na lateral-direita já que o Branco ainda precisa pelo menos mais uns 10 dias para ter condições de aguentar uma partida. Edinan vai continuar improvisado na lateral-esquerda. Na zaga, o companheiro de Hélcio vai ser Milton do Ó.
Durante a semana, Araújo manifestou sua preocupação com Marcelo Tamandaré, o jogador que distribui o jogo para os atacantes do Malutrom. Fernando deve receber a missão de acompanhá-lo pelos quatro cantos do campo. O treinador acredita que assim desarma a principal arma do caçula. Reginaldo Vital vai continuar com liberdade de apoiar para arriscar jogadas na intermediária.
Para o meio-de-campo, além de Vital e Fernando, estão escalados Lúcio Flávio, considerado como o cérebro do time e um excelente batedor de faltas, e Itamar. Ilan vai ter Washington ao seu lado no ataque. A dupla divide a artilharia no Paraná Clube, com cinco gols.
O Malutrom, caçula do campeonato paranaense, veio para ficar e conquistar títulos. Mas tudo isto com muita humildade. E é assim que a equipe vem conquistando todos os seus objetivos: Primeiro era não cair para segunda divisão, depois a equipe de São José dos Pinhais desejava a classificação às oitavas de final. Conseguiu com méritos e chegou em quarto lugar, obtendo vantagens nos playoffs. Agora, o sonho ainda não acabou. O objetivo é chegar a final. Flávio disse que ainda está insatisfeito com os progressos da equipe neste ano. Para ele alcançar sua total satisfação somente um título.
Um dos arquitetos destas conquistas é o técnico Mauro Madureira. Ex-goleador do Pinheiros, educado, atencioso e de fala mansa, Madureira esconde atrás deste perfil um verdadeiro brigador. E é assim que sua equipe deve entrar em campo hoje. Mistério ele faz sempre, já não é novidade. Mudança no time durante os treinamentos também não é inusitado para quem acompanha os treinos no Xingu, bairro de São José dos Pinhais. Mas então qual é o segredo deste time que quase ninguém conhecia e pouquíssimos acreditavam, mas que agora figura entre os grandes do Estado? Base e jovialidade. A maioria do time joga junto há quase dois anos e a média da equipe não passa dos 25 anos.
Para Mauro Madureira, esta equipe ainda vai dar muitas alegrias à sua pequena torcida. Todos no elenco estão convictos em ganhar títulos e projeção, não só estadual como nacional, diz.





