De lanterna na mão, LEC se cala
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segunda-feira, 16 de março de 2009
Thiago Mossini<br>Equipe da Folha 
Londrina - Um dia após assumir a lanterna do Campeonato Paranaense, o dia foi de silêncio no Londrina. O iminente rebaixamento à Divisão de Acesso do Estadual calou os manda-chuvas do clube, acostumados a convocar entrevistas coletivas e fazer barulho. Já os jogadores tiveram folga ontem.
Após a derrota em Curitiba para o J. Malucelli por 2 a 1, o Londrina ficou em situação desesperadora no Estadual. Último colocado com 13 pontos, o Tubarão pode ser rebaixado já na próxima rodada sem nem mesmo entrar em campo, já que o time folga e, automaticamente, não somará pontos.
O técnico Itamar Bernardes afirmou que vai falar após a rodada do fim de semana apenas. ''Antes de domingo não posso falar nada'', disse, antes de tentar aliviar um pouco a própria barra. ''Não matamos o Toledo, eles sobreviveram. O pênalti foi fator principal. Futebol é momento'', apontou, referindo-se à penalidade desperdiçada por Rodrigo no fim do empate com os toledanos.
O gerente de futebol, Udélton Prates, limitou-se a refutar a possibilidade de cair já no domingo. ''Isso não existe. Acho que com 16 pontos e quatro vitórias a gente escapa'', afirmou o dirigente.
Contratado como estrela pelo Londrina, o meia Silvinho, 32 anos, não foi nem sombra do jogador que ganhou destaque no Japão. O jogador, porém, não foge da responsabilidade. ''Se realmente cairmos, a responsabilidade é de todos, mas fica mais chato para mim mesmo'', afirmou o atleta, que é londrinense.
Já o presidente Peter Silva não atendeu à reportagem. A Folha ligou quatro vezes para o cartola. Na primeira, uma mulher atendeu e disse que era para ligar dentro de 15 minutos que ele veria se poderia atender. Na segunda, atendeu e desligou, nas outras duas o telefone chamou até cair na caixa-postal.
Se sobreviver à próxima rodada, o Londrina ainda terá mais uma chance de evitar o descenso. Terá que vencer o Coritiba, em casa, sem o lateral Cassiano, que está suspenso, e secar os rivais novamente.
Na única vez em que o time foi rebaixado no Estadual, em 1998, há uma coincidência com o momento atual. O jogo da queda foi justamente contra o Coxa. Derrota na capital por 3 a 1 e o Tubarão foi para a Segundona. Voltou no ano seguinte.
Quarto colocado com o Cianorte, o técnico Nei César era o escolhido para comandar o time no Paranaense. Porém deixou o clube logo após renovar contrato, alegando que precisava de novos desafios. Parecia pressentir o que estava por vir. Ele afirmou ontem que não havia previsto essa possibilidade de rebaixamento. ''Jamais na minha cabeça passou que uma grandeza que é o Londrina poderia chegar nessa situação'', afirmou ontem à Folha.
Na época, Peter Silva havia dito que o foco era a Série D do Brasileiro e que não haveria cobranças no Estadual, mas alertou para a queda. ''Lógico que temos que nos preocupar com o Paranaense, pois de 15 clubes, três serão rebaixados'', disse o presidente, que até a rodada passada afirmava que o Tubarão iria se classificar para a segunda fase do Paranaense.


