Azulzinho para o alviceleste
Falhar na hora H não é fácil. A patroa está lá, toda faceira, você está ali, crente que vai marcar um golaço, mas na hora do "vamos ver", seu atacante resolve amarelar. Se você é daqueles que têm aquele discurso de que "nunca aconteceu comigo" ou "não faço ideia de como é essa situação", tenho um conselho: pergunte ao torcedor do Londrina qual é a sensação de ser largado na mão na hora da alegria. O sentimento da galera alviceleste nos últimos jogos do time em casa foi o mesmo. Foi ao Café crente de que ia ver o time jogar muito, engolir o adversário e arrancar rumo ao G4. As preliminares funcionaram bem: bons resultados fora de casa, promoção de ingressos e empolgação. Mas na hora de fazer a alegria do povão, o time falhou. Nos últimos quatro jogos em casa, o Londrina conseguiu apenas uma vitória. Faltaram inspiração, pontaria, tesão em chegar a um lugar que não estava planejado no começo do campeonato. Ou alguém realista imaginaria que o Londrina, com esse elenco, poderia sonhar com o acesso?
A Série B já mostrou que está nivelada por baixo. Por isso, todo mundo que está ali no bolo intermediário pode se permitir sonhar com o G4. Está todo mundo no mesmo nível e um suor a mais, uma vontade a mais, um sonho a mais, uma falha a menos, uma cochilada a menos, uma impotência a menos podem significar pontos, posições importantes e o sonhado passo para a Série A.
Por isso que amanhã, novamente no Café, diante do Bragantino, o time que entre em campo com essa garra de vencer, com tesão. Nunca a vitória foi tão importante este ano como agora.

Tradição
Semana passada, o colunista/mito Diego Prazeres cobrou com muita propriedade a volta da camisa listrada nos jogos do Tubarão. Todo time joga com seu uniforme número 1. Por que aqui tem que ser diferente? A identidade alviceleste é a camisa listrada em branco e azul, não uniforme todo azul marinho ou todo branco. Às vezes, é o azulzinho da camiseta que está faltando ao time na hora H.

Tomaram Doril?
Uma dúvida que escuto com frequência nas ruas: por onde andam Safirinha, Batata, Marcelinho e outros atacantes?

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