Encorpando
É claro que tudo o que eu escrever aqui a respeito da nítida evolução do Londrina de duas semanas pra cá poderá cair por terra se o time tropeçar no Paraná Clube, amanhã, no Estádio do Café. Mas dane-se o resultado. O fato é que passado o jogo contra o CRB, em que sinceramente não vi o bom desempenho que os jogadores e a comissão técnica disseram ter havido, o Tubarão deu uma boa encorpada.
Tem a ver com a entrada de Keirrison como titular? Pode ser que sim, e daí a importância de contar com um jogador de estopo, que, por mais que ainda não esteja em sua melhor forma física, tende a deixar o marcador adversário cabreiro pela simples presença em campo. O Londrina, hoje, só tem o K99 nessa situação, o que condiz com o objetivo maior do time nesta Série B, que é o de não cair. E não pode desprezá-lo.
Keirrison perdeu dois gols daqueles que chamamos de feitos contra o Goiás. Ok. Mas estava lá. E contra Náutico e Joinville foi decisivo. É claro que para ele ou qualquer outro atacante do time ter a chance de fazer é preciso que a bola chegue. E isso não vinha acontecendo nos últimos jogos.
O Londrina encorpou, a ponto de ter jogado melhor do que Goiás e Joinville, para citar os dois jogos fora de casa em que os empates poderiam perfeitamente se transformar em importantes vitórias, porque Rafael Gava e Zé Rafael, os "armadores" da equipe, voltaram a querer jogo.
Tencati acerta ao manter o Paulinho Mocellin como arma apenas para o segundo tempo. O menino é fumaça e correria, daqueles atacantes que agem antes de pensar, condição interessante somente para momentos de desafogo. Não para começar jogando. Jô já se entendeu melhor com Igor pela direita, a sequência é que determinará sua afirmação ou não
É cedo, muito cedo para sacar qual é a desta Série B. Mas passadas quatro rodadas, vi um nível técnico bem aquém do que eu esperava. Goiás, Náutico e Joinville, os três últimos adversários do Tubarão, cujas aspirações no campeonato são completamente diferentes das do Londrina, se mostraram modestíssimos. Ao passo que o Atlético Goianiense tem os mesmos 100% de aproveitamento do que o Vasco, o grande favorito.
Aliás, dando uma zapeada no site do rubro-negro goiano, vi que o técnico deles, Marcelo Cabo, veio do futsal. Interessante como a migração de treinadores do futsal para o futebol de campo praticamente inexiste no Brasil. Por que será? Eu não tenho a resposta, mas acredito que um pouco da renovação dos conceitos táticos que muitos comentaristas tanto cobram por aqui poderia passar pelo maior intercâmbio entre as duas modalidades. Boa semana.

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