DE CASA
PUBLICAÇÃO
domingo, 08 de maio de 2016
Thiago Mossini<br>[email protected] 
Feliz ano novo!
E o ano começa efetivamente para o Londrina esta semana. Depois de quatro meses de testes e preparação, a temporada que importa ao Tubarão terá seu início em meio à uma apreensão: como o técnico Claudio Tencati resolverá o problema de a bola não chegar aos atacantes?
Muito se fala no jejum de Bruno Batata, na falta de gols de atacantes etc. Mas pouco se mostra que são poucas as chances reais de gols criadas para eles. Keirrisson, dias atrás, tocou na ferida, talvez já prevendo as cobranças que podem vir pela frente ao longo da Série B.
Esse é um problema que vem se arrastando no LEC. A defesa é a base da equipe. Sempre sólida, é destaque todo jogo. Não à toa que nos últimos três anos, pelo menos, o goleiro foi o melhor jogador do time em cada temporada. Foi assim nos dois anos de reinado de Vítor. Vem sendo assim neste curto período em que Marcelo Rangel veste a camisa 1.
Chega reforço, sai reforço, mas o time não consegue trazer um cara que vai botar a bola debaixo do braço e falar para os atacantes: "vai lá que vou te consagrar". O time tem vários meias-atacantes no elenco (aquele cara que não sabe se joga no meio ou no ataque e que não faz nem uma nem outra função). Mas meia, meia mesmo, aquele que faz o time jogar, que pensa, que distribui o jogo, que cria chances, só tem um: Netinho. No jogo de ida da final do interior, Netinho foi o Netinho de verdade. Um jogador que em forma e sem dores, decide o jogo e sobe o nível do time. O problema é que há uma grande dúvida quanto às condições físicas dele para aguentar segurar o piano durante longas 38 rodadas. Ele não tem um substituto à altura e vem convivendo nos últimos meses com problemas físicos.
Bruno Batata, Keirrisson, Itamar, são goleadores natos e sabem fazer gols, mas precisam que a bola chegue, que alguém crie as chances para eles. Do contrário, serão a bola da vez na hora da crucificação. A partir de sábado, quando o time enfrenta o CRB, às 16 horas, no novo Café, veremos como essa história irá se desenhar.
Copa do Brasil
O Londrina recebe o Cruzeiro nesta terça, também no Café, pela segunda fase da Copa do Brasil. Pelo momento do time mineiro, não é utopia sonhar com a classificação. Porém, é preciso que o próprio time acredite nisso e queira isso. E essa classificação passa pela atuação de amanhã. Encarar o jogo como uma final. Eliminar o Cruzeiro não representa apenas grana no bolso de Sérgio Malucelli, mas prestígio e embalo para o time tanto na Copa do Brasil como na Série B.
Henrique
O jogo também marca o reencontro de uma das grandes crias do Tubarão na época das vacas magras. Henrique, volante do Cruzeiro, foi formado na base do Londrina na época da parceria com a Junior Team.


