Dá-lhe PSTC
O domingo histórico na política brasileira foi também histórico para o time que tem nome de partido. O modesto PSTC recebeu o Coritiba pelo primeiro jogo da semifinal do Campeonato Paranaense. Perdeu a partida e isso não é problema algum, afinal, quem tinha responsabilidade e obrigação de vencer era o Coxa mesmo, era o time que tem tradição e um elenco milionário para os padrões paranaenses.
No próximo sábado, o jogo de volta será no Couto Pereira e, independentemente do que ocorra, este Paranaense já tem um grande vencedor e é o PSTC. O time que revelou Kléberson, Fernandinho, Jadson e o atual treinador, Reginaldo Vital, revelou que era preciso um olhar mais apurado para identificar uma receita que viria a dar sucesso, que é a competência em campo e o apoio na arquibancada em uma região carente de eventos e ídolos.
Londrina chegou a ter seis equipes profissionais simultaneamente nos últimos anos. O único deles, porém, que conseguiu enxergar um mercado carente de futebol, se posicionar e se estabelecer nele foi o PSTC. Cornélio Procópio, terra do Comercial, o primeiro time do interior a conquistar o Campeonato Paranaense, em 1961, não tinha futebol de verdade havia décadas. Um ou outro aventureiro tentou povoar o estádio Ubirajara Medeiros, mas ninguém vingou.
O Norte Pioneiro é uma região carente de atrações, um tanto esquecida no Estado e o PSTC soube enxergar esta brecha para ser o time da região. Empolgou a torcida, empolgou a população, encheu o estádio em quase todos os jogos, não só nos "bons" (aqueles contra times maiores ou decisivos). Já foi adotado e tem agora a missão de respeitar essa nova torcida, essas cidades que o abraçaram e saber tirar proveito desta parceria para se consolidar entre os times do interior. Estrutura tem, expertise em fabricar craques também. Que o time tenha a sabedoria e a maturidade de fortalecer este projeto para não ser apenas mais uma nuvem passageira.

Cinco anos de Tencati
Claudio Tencati completa cinco anos à frente do Londrina nesta quinta-feira, feriado de Tiradentes. Nem ele, nem ninguém imaginava esta longevidade, a maior do Brasil na atualidade. Competente, estudioso, estrategista, vencedor, ele também se mostrou em algumas ocasiões teimoso, desconfiado, inseguro. Mas acima de tudo, é inquestionável o sucesso de seu trabalho, que terá como grande desafio a Série B do Campeonato Brasileiro. Será a competição mais difícil que já disputou e também a hora de comprovar que pode, sim, ser incluído no hall dos grandes treinadores brasileiros.

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