A Série B começa hoje

Dizia meu saudosíssimo tio Beto, coxa-branca, toda vez que entrávamos em uma discussão futebolística: "Não tem ‘se’. Se minha mãe fosse homem, eu teria dois pais". Pois é. O "se" talvez seja o primeiro recurso que usamos quando algo em que acreditávamos ou queríamos muito não vinga, não funciona, não acontece. É uma espécie de muleta, de um consolo que em nada conforta.
Se o Londrina não tivesse perdido os 6 pontos no tapetão, pela escalação irregular do Germano logo na primeira rodada, teria terminado a primeira fase do Paranaense em primeiro lugar. E terminando em primeiro, em vez do Atlético teria enfrentado o Foz do Iguaçu nas quartas de final. Conforta? Claro que não.
O fato é que, mesmo tendo sido o "campeão moral" da fase anterior, como bem definiu o pessoal do Esporte aqui da FOLHA, o Tubarão foi eliminado do campeonato de forma prematura e, temos de reconhecer, absolutamente justa. O Atlético foi melhor, bem melhor, nos dois jogos mata-matas. Vacilou ao não definir a vitória e a vantagem logo no primeiro, domingo retrasado, no VGD. Ficou barato o 1 a 1 para o Tubarão.
E ontem não foi diferente. O Furacão, dono do melhor time, do melhor elenco deste campeonato – sem nenhuma dúvida –, foi soberano no primeiro tempo, quando aí sim construiu uma boa vantagem, marcando os dois gols, e no segundo apenas "administrou o resultado", como se diz por aí. O Londrina fez uma campanha digna, não há o que lamentar. É reconhecer que faltou futebol nesses 180 minutos e iniciar de imediato a preparação para a Série B, o campeonato que importa.
A meta, e não adianta cobrarmos mais do que isso, é não cair. Não dá para falar em acesso ainda. Não cabe. De modo que considero razoável o plano da comissão técnica de manter de 60 a 70% da base que está aí, com alguns reforços pontuais que possam de fato fornecer opções ao treinador.

JE SUIS PSTC
Sei que a proposta é irrealizável, pois feriria o regulamento do campeonato. Mas melhor seria que o Londrina abdicasse da disputa do troféu do interior, prêmio simbólico de que não precisa, e o entregasse ao PSTC, caso, claro, o time de Cornélio Procópio não apronte de novo e passe pelo Coritiba. Porque a classificação do PSTC para a semifinal, revertendo uma desvantagem de 3 a 0 diante do J. Malucelli, foi mais do que histórica para uma equipe principiante na elite. Foi épica. Que molecada danada! E só para lembrar: na primeira fase, jogando em Cornélio, os meninos devoraram o Coxa. Portanto, sonhem, garotos. E divirtam-se. O Norte todo está com vocês. Boa semana.

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