Esporte Atualizado em 20/03/2016, 23:00
De casa
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domingo, 20 de março de 2016
Thiago Mossini 
"A Seleção precisa aproveitar o jogo no feriado de Páscoa para promover a ressurreição do futebol brasileiro"
A seleção brasileira, cada vez menos brasileira, estreia na temporada 2016 em solo nacional. O jogo contra o Uruguai, pela quinta rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia, será na Sexta-feira Santa, em Recife. Ou seja, mais uma vez o time atuará no Nordeste, onde as vaias são menos certas do que para os lados de cá.
Mais do que fugir das vaias, o Brasil de Dunga, Gilmar e sua trupe precisa fugir da desconfiança que paira sobre ele. Nunca o brasileiro esteve tão descrente com a seleção nacional como agora. Aliás, nunca o brasileiro fez tão pouco caso do time verde e amarelo. Aliás, pergunte aos seus amigos os 11 que vão entrar em campo na sexta. Difícil alguém ter o time na ponta da língua.
Futebolzinho de quinta categoria, convocações suspeitas, roubalheiras, falta de identidade, enfim, uma infinidade de fatores que fazem o torcedor preferir o time do coração ao selecionado nacional, preferir a novela ao jogo do Brasil.
A resposta para essa desconfiança precisa vir dentro de campo. Aproveitar o jogo no feriado de Páscoa para promover a ressurreição do futebol brasileiro com uma vitória contra um adversário imponente. Nada de marcar amistoso contra sacos de pancada. É com futebol e vontade que o time de Dunga vai espantar essa indiferença do brasileiro para com seus pupilos.
"Avião sem asa, fogueira sem brasa, futebol sem bola, Piu-piu sem Frajola, amor sem beijinho, Buchecha sem Claudinho, circo sem palhaço, namoro sem abraço". A música "Fico Assim Sem Você", de Cacá Moraes e Abdullah, eternizada nas vozes de Claudinho & Buchecha, poderia ganhar mais uma estrofe: Divisão de Acesso sem W.O. Todo ano é a mesma coisa. A bola da vez é o Cambé, que foi para o primeiro jogo no torneio com apenas 11 jogadores e com um caminhão de problemas estruturais. O time não pagou taxas de arbitragem e foi excluído da competição. Pedir que a Federação Paranaense de Futebol (FPF) exija que os clubes comprovem condições de disputar a competição conforme o regulamento é pedir demais, não é? Afinal, a "mãe" do futebol estadual está mais ocupada implicando com o Batman gordinho de Foz do Iguaçu e proibindo mascote em campo.


