De casa
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Diego Prazeres<br>[email protected] 
A inevitável saída do Vitor, ou a ida dele para a reserva devido a sua decisão de guardar os finais de semana para a religião, já rendeu tanto que até pensei em não tocar no assunto. Mas vou sim. É uma escolha pessoal e deve ser respeitada. Vitor foi muito importante na reta final do Paranaense de 2014 depois de uma primeira fase de altos e baixos, é bom lembrar e viveu seu grande momento na Série C do ano passado. Acho até que tenha sido o jogador mais regular da equipe na temporada. Só que a vida segue e assim como desejo que Vitor seja feliz daqui para frente, onde e como estiver, também faço votos para que o goleiro que o substituir, seja o Marcelo Rangel agora ou outro no futuro, segure a onda. E para isso é preciso lhe dar respaldo e confiança, coisas que o Tencati, pelo jeito, está fazendo.
Entendo a apreensão da torcida, que perde um ídolo de uma forma bastante inusitada, mas a fila anda. Há situações mais prementes que o time precisa encarar às vésperas da estreia no Paranaense. O setor de meio-campo, por exemplo, me parece que ainda não fez os olhos do treinador brilhar. A saída de Zé Rafael deixa uma lacuna maior até do que a do Vitor. Vai levar um tempo, e espero que seja um tempo curto, para a formação "encaixar" - pra usar o termo preferido do nosso treinador. E nesse aspecto a permanência do Rafael Gava é um alento.
Nas laterais, setores sensíveis mesmo na boa campanha na Série C, Romário que nome de responsa hein e o prata da casa Raí Ramos são apostas. Mas a julgar que o ex-titular Rhuan não foi tudo aquilo que se esperava, não custa confiar. Paulinho, na esquerda, precisa de uma boa sombra para não achar que é o dono absoluto da posição. Silvio e Luizão formam uma dupla de zaga que se não prima pela excelência tem na eficiência uma virtude. Na frente, outro menino da base, Wellisson, ganha a preferência do Tencati para fazer dupla com Bruno Batata. Gosto disso. No Londrina, historicamente, santos de casa costumam fazer os seus milagres. No mais, amigo, é deixar a bola rolar e ver o que esse time inicial pode render. O Londrina subiu na vida, é time de Série B. E já dizia o tio do Homem Aranha: grandes poderes exigem grandes responsabilidades. Boa semana.


