Por mais que este ano seja considerado especial para os londrinistas devido à volta do Tubarão à série B depois de longas 12 primaveras, já conto as horas para a chegada do Paranaense. Que me desculpem os que desprezam os campeonatos estaduais, mas nada mais charmoso do que disputar contra nossos conterrâneos. Gosto do Paranaense, a despeito das fórmulas geralmente estapafúrdias criadas pelos cartolas da Federação Paranaense com a completa anuência dos dirigentes clubistas. Gosto do Paranaense, a despeito das artimanhas de bastidores, jamais comprovadas, que principalmente nos tempos obscuros do absolutista Onaireves Moura fizeram com que a taça jamais saísse da nossa capital. É, gosto do Paranaense.
Me interessa saber como é que os centenários Rio Branco e Operário virão ao combate. Me interessa saber a quantas andas o J. Malucelli, time de empresa sim, sem torcida, sem identidade, mas sempre uma pedra no sapato. E do Oeste, como é que será que o trio Foz, Cascavel e Toledo, das três maiores cidades daquela região, andam se preparando? Uma pena que Arapongas e Apucarana estejam fora da elite, assim como o nosso mais próximo vizinho, Nacional. Uma lástima que o União Bandeirante, o Matsubara, o Comercial de Cornélio, a Platinense, só para citar os nortistas que vi muito vivos nos anos 80 e 90, sejam só lembranças. Mas apesar dessas tão sentidas ausências, continuo gostando do Paranaense. E confesso que será um bocado esquisito enfrentarmos logo na primeira rodada o PSTC, neófito no profissionalismo, nossa principal fábrica de talentos que, por questões de mercado, de oportunidade, agora defende Cornélio Procópio. Mas que seja bem-vindo a este Paranaense que os curitibanos fingem desprezar, mas que no fundo, bem lá no fundinho, valorizam muito porque sabem que no frigir dos ovos é o campeonato mais à mão que podem conquistar.
Sobre a montagem do elenco do Londrina, só posso pedir, implorar, ao imponderável que nos livre de Celsinho. O time mostrou na série C do ano passado que sabe ser feliz sem ele. Sentiremos sim a falta de Zé Rafael e, uma vez que o Tubarão ganhou um outro status com o retorno à série B, é de bom tom fazer uma equipe que no mínimo brigue para chegar às cabeças. Bom ano.

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