De casa
PUBLICAÇÃO
domingo, 23 de agosto de 2015
Diego Prazeres<br>[email protected] 
Mais do que o Tombense, o que o Londrina tombou pra valer com a vitória de anteontem em Muriaé somada aos 3 a 1 sobre o Juventude em Caxias do Sul foi o alarmismo. Deixou-o no chão. Instantes após o empate brochante contra o Guarani, ainda na rampa do Café o que mais ouvi entre os torcedores era que o Londrina estava dando adeus à classificação para a segunda fase. Intuo que muitos apenas reproduziam aquilo que ouviam. Houve até quem falasse em milagre. Era tanto pessimismo, tanto inconformismo que parecia até que o campeonato acabaria em duas rodadas.
Observando o comportamento da torcida e de boa parte de nossa imprensa, na qual me incluo, apesar de há anos não estar mais no dia a dia da cobertura do clube, comparo o Londrina àquele filho que os pais idealizam tanto que não lhe permitem a maior manifestação da condição humana: a possibilidade do erro. Tudo é tão implacável em se tratando do Londrina que tenho a impressão de que essa história de que o time joga melhor fora de casa porque é onde encontra os melhores gramados não passa de balela. Pra mim, o que o Londrina encontra lá que não encontra aqui é paz.
O campeonato já chegou à 13ª rodada, restam apenas cinco para o final da primeira fase, e o Tubarão em nenhum momento deixou o G4. E ainda assim não lhe é permitido o direito de falhar, tal qual o aluno cdf que não pode tirar uma ou outra nota baixa. É chato. Não me entra na cabeça que uma campanha com apenas uma derrota em 13 jogos possa dar brecha para que se evoque a crise após um ou outro tropeço, que afinal de contas, é do jogo. Esses dias o Brasil de Pelotas, então líder do grupo B, perdeu para o Guaratinguetá, um dos lanternas. Fosse aqui, cairia o mundo.
Não defendo uma postura do tipo Poliana por parte de ninguém. Longe disso. Acho até que há muita condescendência em relação principalmente às atitudes burlescas dos que dirigem. É importante a crítica. Só que há de haver mais razoabilidade.
O Londrina tem 24 pontos e disputará mais 15 para ratificar a classificação à segunda fase: contra Brasil (aqui), Guaratinguetá (lá), Caxias (aqui), Tupi (aqui) e Madureira (lá). No ano passado, Paysandu, no grupo A, e Macaé, no B, se classificaram em quarto lugar com 26 pontos cada. Isso significa o quê? Nada. O time pode garantir sua vaga tranquilamente ou passar sufoco. Até mesmo nem chegar lá. Só Deus sabe. É justo, porém, que agora haja mais confiança do que alarmismo. Boa semana.


