Se por ventura Dilma Rousseff viesse a Londrina hoje e se dispusesse a atravessar o Calçadão de ponta a ponta, no meio da tarde, só haveria um jeito de ela não ser o maior alvo dos apupos dos paneleiros de plantão: fazer o passeio acompanhada do Cláudio Tencati. O técnico do Londrina é hoje o maior vilão da cidade. Na saída do estádio do Café, sábado, ele era a unanimidade em pessoa, eleito pelos torcedores o culpado por mais uma patacoada do Tubarão. Tem sido assim sempre que o Londrina faz feio, e me parece que assim será enquanto ele estiver à frente da equipe.
Na entrevista concedida após o jogo contra o Guarani, o "Kasparov" desabafou, como costumeiramente faz, mas percebi em suas palavras uma mágoa, e um certo cansaço de ter sempre que lembrar dos feitos que já fez por aqui. Continuo respeitando o legado. E nesse ponto o nosso treinador, com as muitas limitações que tem, precisa ser mais tolerado. Ele tem papel importante nesse processo de transformação por que o Londrina vem passando desde que fez a parceria, em certo ponto lesiva, com a SM Sports.
No jogo contra o Guarani, achei prematura sim a entrada do Diogo Roque na primeira metade do segundo tempo. Mas como culpar o treinador pela imbecilidade cometida por um jogador nos acréscimos? O Londrina fez um grande primeiro tempo e tinha o jogo sob controle até mesmo quando o Guarani resolveu ir para cima, que é o que se espera de um time que está perdendo e precisa desesperadamente se manter vivo na competição. Nas cobranças, falta foco. No capitão, que dentro de campo tem a obrigação de comandar o time dentro de campo, nos jogadores mais experientes, que devem muito bem saber como esfriar os ânimos do adversário. Por que tanta intolerância com o técnico, afinal?
O Londrina vai ter que somar pontos nos dois jogos que fará fora de casa, e acredito que irá conseguir. O time com Bruno Batata é outro. Jogador bom faz os outros querer ser bons também. Prova disso é a partida que fez o Edmar anteontem. Acho válida a cobrança em cima do elenco e espero que a multa seja pedagógica. Mas não vamos plantar uma crise desnecessária. Boa semana.

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