De casa
PUBLICAÇÃO
domingo, 26 de julho de 2015
DIEGO PRAZERES<br>[email protected] 
JUSTO
Foi justo, foi muito justo, foi justíssimo, já diria o Coronel Belarmino, do craque José Wilker, em Renascer (1993). O Tubarão demorou a despertar em seu reencontro com os londrinistas saudosos de ver o time jogar em sua casa. Sonolento, displicente, quase inofensivo. E contra um Madureira que só queria não perder. O pênalti que o Maicon desperdiçou quase no fim do jogo caiu do céu, e vai ver que a bola não entrou porque não quis dar uma ilusão a mais a um time que ontem não fez por merecer outra sorte.
E por falar no lance do pênalti, tenho algumas considerações. Primeiro que é absolutamente natural um jogador pedir para fazer a cobrança, ainda que haja um batedor oficial, no caso, o capitão Germano. Maicon, a despeito de todos os problemas extracampo que coleciona em sua curta carreira, tem conseguido suprir a ausência do Lucas Ramon, algo que eu sinceramente não esperava que acontecesse. Se não tem sido um grande destaque da equipe, como Lucas o foi, tem feito partidas corretas. Contra o Tupi, semana passada, foi enaltecido. Daí que se achou com a segurança e confiança necessárias para bater o pênalti. Se faltou ao Germano uma postura mais firme de assumir a responsabilidade por uma tarefa que lhe cabe executar, num momento importante do jogo, sobrou nele, por outro lado, a virtude de incentivar um garoto que precisa se firmar.
Não concordo com as vaias da torcida ao lateral. Uma atitude que só serviu para ajudar os do Madureira. É como o próprio Maicon falou depois do jogo: aqui, vai-se do céu ao inferno em questão de um jogo. E não é assim que a banda deve tocar. Quanto à postura do Tencati, que poderia ele fazer? Só se invadisse o campo para impedir a cobrança.
Não foi o pênalti perdido o problema do Londrina. Foi a bola que o time não jogou. Acho que o treinador errou no intervalo ao sacar o Quirino, quando o Neílson, claramente, é quem não tem condições de ficar em campo, embora as outras alterações tenham levado o Londrina mais à frente no começo do segundo tempo. Hoje, se a Portuguesa tombar o Tombense em Minas, tira o Tubarão do G4. E aí o confronto direto do próximo sábado, no Canindé, ganhará ares de decisão. O returno está só começando e o perde e ganha que tem sido esse grupo B vai reservar muitas emoções até a definição dos quatro classificados ao mata-mata. Boa semana.


