De casa - Vida Nova
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Diego prazeres<br>[email protected] 
Antes de vir para a redação da FOLHA, dei uma passada rápida no aeroporto ontem pra sentir até que ponto a torcida do Londrina pensa como eu. Não desci do carro, mas vi o saguão de desembarque cheio e muita gente do lado de fora com camisas e bandeiras alvicelestes. Essa turma também acha que a campanha que recolocou o clube na Série B depois de 11 anos vai deixar marcas muito mais profundas do que a goelada de anteontem em Goiânia. Discordo radicalmente do pessoal que foi às redes sociais espinafrar a equipe depois do jogo. E não eram poucos. Não vi vexame, não fiquei envergonhado e muito menos me senti humilhado com os 4 a 1.
Primeiro, porque como já havia escrito na coluna anterior, o Londrina já havia cumprido seu objetivo com muita competência ao garantir a vaga para a Série B com uma campanha que, tenho certeza, Juventude, Guarani, Portuguesa, Fortaleza e os demais que, esses sim, morreram de fato na praia dariam tudo para ter. Segundo, porque foi um grande jogo no Serra Dourada. Em dez minutos, já estava 1 a 1. E mesmo depois que o Vila fez o terceiro, num bonito gol, por sinal, o Londrina não se encolheu. A bola que o Zé Rafael mandou no travessão mostrou isso. O que destoou, e o Tencati acusou, foi o destempero emocional de alguns jogadores nos instantes finais, com três expulsões absolutamente desnecessárias. Duas delas, de jogadores que, a meu ver, não farão a mínima falta se por aqui não ficarem no ano que vem, o lateral Rhuan e o atacante Jackson.
Em suma, o Londrina é o garotinho que passou de ano com folga, notas altas nos quatro bimestres, e que na última prova é que derrapou. Fosse meu filho, eu assinaria o boletim com sorriso largo no rosto e deixaria o menino sambar em paz.
Alguns pontos importantes da entrevista que o presidente do Londrina, Felipe Prochet, o Lipe, concedeu ao repórter Lúcio Flávio Cruz e que foi publicada ontem aqui na FOLHA: a quitação total das dívidas do clube em até dois anos e meio; a construção de um CT para as categorias de base (como é importante o Londrina ter seu próprio patrimônio); uma loja oficial com venda de produtos licenciados (é um absurdo que o grosso do lucro dos quiosques do LEC hoje não fique com o LEC); a possibilidade de renovação do contrato com a SM Sports por tempo indeterminado (é de se preocupar que o clube ainda não tenha condições de andar sozinho daqui a cinco anos).


