De Casa - Sem plano B
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Rafael Fantin 
No próximo sábado, dia 27, o Positivo Londrina faz o seu primeiro jogo oficial, na estreia da Superliga B, contra o Curitiba Caroh House/CMP, na capital do Estado. O jogo marca o retorno do voleibol feminino londrinense e a expectativa pelo sucesso da equipe é grande devido ao audacioso projeto, que pretende colocar a cidade na elite da modalidade.
A expectativa em torno da equipe se justifica. Primeiro pela coordenação da ex-jogadora Elisângela Almeida, que já mostrou seriedade na gestão do time, qualidade que faz tanta falta em diversas confederações do esporte nacional. Em segundo lugar, a equipe tem patrocinador máster disposto a investir no time e assim não ficará dependente apenas dos recursos públicos.
Ao contrário, a quantia destinada ao projeto pelo Feipe (Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos) da FEL (Fundação de Esportes de Londrina) foi criticada pela coordenação. O valor de R$ 140 mil representaria 15% do necessário para tocar o projeto, que também envolve a parte social.
Dentro da quadra, a equipe conta com o técnico Rogério Portela, que conhece bem o elenco, já que ele e algumas atletas trabalharam juntos no extinto Rio Sul. Ou seja, o time entra na competição com uma base importante e jogadores experientes. É candidato a ficar com uma das duas vagas na elite do voleibol.
Mas nem tudo são flores. O alagamento do Moringão deixou o Londrina Positivo sem quadra e escancarou a falta de opções para as equipes de alto rendimento. A cidade de Londrina não tem plano B.
Sem o Moringão, a direção da equipe tentou mandar o primeiro jogo em casa, marcado para o dia 3 de fevereiro, contra o São José dos Pinhais, no Colégio Vicente Rijo. O patrocinador do time teria disponibilizado cerca de R$ 30 mil para a instalação do piso exigido na competição. Mas a burocracia envolvendo a cessão do espaço estadual e a necessidade de outros reparos devem impedir a partida no local.
As chances da equipe estrear como mandante na Superliga fora da cidade crescem a cada opção descartada em Londrina. Uma pena, principalmente pelo bom público que compareceu no amistoso de lançamento do projeto no ano passado.
É preciso repensar o uso do Moringão, principal palco poliesportivo de Londrina. Nos últimos anos, o ginásio é muito mais utilizado para eventos e shows do que para o esporte. Além disso, uma das principais cidades do Sul do País não pode ter apenas um ginásio com condições de receber uma competição nacional. Apesar de tudo, vamos torcer para que 2018 ainda seja o ano dos esportes de quadra, como o vôlei, basquete e handebol. Boa semana.


