DE CASA - O futuro
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
DIEGO PRAZERES<br> [email protected] 
Chorei. Não tive reação física alguma, não pulei, não vibrei, sequer olhei para os lados. Só chorei. Foi assim algumas outras vezes e foi assim de novo agora, domingo passado, quando o Londrina confirmou aquilo que a gente já dava como certo, modéstia às favas: o retorno à Série B. O que me comove nas conquistas do Tubarão é aquela sensação gostosa de ver esse clube tão negligenciado pelos londrinenses ser também um pouco da Londrina que dá certo.
É imensurável para a cidade a importância de estarmos entre os principais 40 times do País. É uma exposição que só o futebol, com tudo o que envolve e mobiliza, consegue gerar. E não há dinheiro nesse mundo que pague o fato do Londrina ser hoje o orgulho da cidade, como seu hino o define, embora saibamos que é uma verdade irreal.
E para que não percamos esse status é importante pensarmos um pouquinho no futuro. Com todos os prós e contras, a parceria com a SM Sports inegavelmente elevou o Londrina a um outro patamar. O clube cresceu demais nesses últimos cinco anos. Mas ainda quero ver o Tubarão forte o suficiente para manter essa condição. O contrato com a SM vai chegar ao fim em 2020, se não me engano, e tempo é o que não falta para que os dirigentes estruturem o clube de forma que não lá na frente não sintamos falta de tudo o que a SM representa hoje no futebol alviceleste. Um CT moderno para chamar de nosso é o primeiro passo.
O Londrina tem que aprender com os erros do passado se quiser desfrutar desse novo patamar a que chegou. Aprender que o clube, patrimônio da cidade, não pode nunca ser menor do que uma empresa de futebol. Hoje, é inimaginável a vida do Londrina sem a SM. E penso que o contrário também ocorre. Mas daqui a cinco anos, precisaremos saber caminhar com as próprias pernas.
A expectativa nesta semana fica por conta de quantas pessoas irão ao Café no sábado para a segunda partida da semifinal, contra o Tupi. 10 mil, 20 mil? É o de menos. Sinceramente, claro que o título da Série C, o segundo nacional em nossa história, seria muito bem-vindo, mas não cobro isso não. O objetivo foi cumprido, à base inclusive de cobranças às vezes exageradas ao longo da campanha, de modo que pra mim o que é vier agora é lucro. Boa semana.


