De casa - Não cabe explicação
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de junho de 2015
Diego Prazeres<br> [email protected] 
Tirei de um grande samba de Hermínio Bello de Carvalho e Paulinho da Viola ("Sei lá, Mangueira") o verso do título da coluna de hoje. Lá, no grande samba, a dupla fala que "a Mangueira é tão grande que nem cabe explicação". Aqui, me aproprio da expressão para dizer que a derrota de ontem do Londrina em Pelotas é dessas coisas tão indecifráveis que não cabe qualquer explicação. O próprio técnico do Brasil disse, depois do jogo, que o futebol tem a graça que tem por proporcionar situações como essa em que um time que perdia por 1 a 0 até os 43 minutos do segundo tempo consegue vencer por 3 a 1. Ele mesmo não soube explicar.
É claro que para nós, londrinistas, a derrota trouxe à tona velhos e recorrentes traumas, como o empate contra o Foz do Iguaçu na reta final da Segundona estadual em 2011, a eliminação para o Juventude na Série D de 2013 e, dia desses, os 3 a 0 para o Coritiba que nos tiraram da final do Paranaense. Resultados que serão para todo o sempre rotulados como os "apagões" do Tubarão. Só que não há como comparar aqueles vexames ao de ontem, começando pelo fato de que agora o campeonato está apenas no começo e o Londrina segue no G4. Segundo, porque vi a partida pela TV e fico com a opinião de que não houve pane coletiva momentânea que possa ajudar a decifrar um "apagão".
Não cabe explicação, mas ficou evidente que a derrota, ou melhor, os dois primeiros gols do Brasil surgiram de duas falhas individuais do nosso capitão. O jogo estava absolutamente equilibrado, embora o Brasil, com o placar adverso, tivesse tido a natural disposição de procurar mais o gol do que o Londrina. É verdade que no primeiro tempo os gaúchos foram mais perigosos, obrigando Vitor a fazer duas grandes defesas, uma delas com os pés, e que o camisa 10 deles participou muito mais das jogadas ofensivas do que o nosso. Mas não houve pressão exacerbada do Brasil em boa parte do jogo e nem um acovardamento do Londrina que justificasse os três gols que sofreu nos últimos minutos. Escrevi aqui que o Tubarão vinha devendo um melhor futebol e espero que a primeira derrota sirva para colocar os pingos nos is. Não somos tudo aquilo, mas também não temos o pior dos times.
Puxa vida, o espaço acabou e nem falei do outro Brasil, o do Dunga. E precisa? Boa semana.


