Depois de amanhã, dia 8 de julho, completa-se exatamente um ano do maior vexame na história centenária da seleção brasileira. Os 7 a 1 para a Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo, ficarão eternamente na memória daqueles que tiveram o desprazer de acompanhar aquele desastre.
Não bastasse a estrondosa e dolorida derrota para os germânicos, quatro dias depois, o Brasil levou outro duro golpe: 3 a 0 para a Holanda, na decisão do terceiro lugar.
Muito se falou nos dias seguintes às duas goleadas que algo precisava mudar no futebol brasileiro.
Um ano depois, é fácil constatar que absolutamente nada mudou. Nossa Seleção continua dependente do talento de Neymar. Não há padrão tático. Todos procuram por Neymar e esperam que ele tire um coelho da cartola.
Quando o atacante do Barcelona não está em campo, como aconteceu em dois jogos da Copa América, o time brasileiro não sabe o que fazer com a bola. Ficam tocando a bola de um lado para o outro sem agredir o adversário, à espera de um erro rival. Muito pouco, ou quase nada, pelo que representa o Brasil no cenário do futebol mundial.
E o pior é que não há muito tempo para melhorar. Em outubro, começam as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, que prometem ser de muito sofrimento. É clichê, mas é verdade: não tem mais bobo no futebol. O Brasil terá dificuldades para vencer qualquer de seus nove rivais no qualificatório para o mundial. Sacos de pancada no passado, Venezuela, Bolívia, Peru e Equador evoluíram. Sem falar em Argentina, Chile e Colômbia, sem dúvida, muito melhores que a seleção brasileira. No momento, o Brasil está no mesmo patamar de Uruguai e Paraguai, duas seleções que não jogam um futebol vistoso, mas cujos jogadores se doam durante os 90 minutos, algo difícil de ver em nossos representantes.
Que a geração atual é fraca, muito provavelmente a pior de todas, ninguém duvida, mas Dunga ou qualquer outro técnico que venha assumir a Seleção durante as Eliminatórias precisa buscar alternativas para fazer o time ser mais intenso, agressivo e menos dependente de Neymar.
Se continuar apresentando o futebol burocrático e ultrapassado que vimos na competição sul-americana, corremos sério risco de não ter a seleção brasileira em uma copa do mundo pela primeira vez na história.

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