De casa - Homem de palavra
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segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Gilmar Agassi<br>[email protected] 
Sérgio Malucelli, quando assumiu o futebol do Londrina, prometeu reconduzir o clube à Série B do Campeonato Brasileiro até o final de sua gestão, prevista para 2020. Na ocasião, o clube se encontrava afundado em dívidas, sem grandes perspectivas. Até o mais otimista torcedor desconfiou da promessa do novo gestor. Naquele momento, ele se contentava em ter um time que buscasse o acesso à Primeira Divisão do Paranaense. Série B nacional não passava de sonho muito distante.
Os céticos, no entanto, estavam equivocados. A promessa de Malucelli, para sorte de todos aqueles que amam e vivem o dia a dia do Tubarão, se concretizou neste domingo, exatamente na metade do prazo proposto. O gestor alviceleste pode ter seus defeitos (quem não tem?), mas ninguém pode ousar afirmar que ele não tem palavra.
Voltando a 2011, a dramática vitória sobre o Confiança veio coroar o trabalho iniciado por Claudio Tencati. Nesse período, a sofrida torcida alviceleste teve muito mais motivos para sorrir do que para chorar. O título estadual, que não vinha há 22 anos, foi conquistado em 2014 em cima do rival Maringá. A vaga na Série C, que fugira das mãos em 2013, também chegou no ano passado. Que ano, amigo!
Mas, para 2015, ficou a cereja do bolo. Se no Estadual, o time parou nas semifinais, foi na Terceira Divisão que o time fez a torcida se encher de orgulho. Desde o início da campanha, o Londrina mostrou que viria forte atrás de uma das quatro vagas na Série B. Por incrível que pareça, os percalços no meio da campanha também foram benéficos. Como já escrevi em outra oportunidade, Sérgio Malucelli teve papel fundamental na subida de produção do time quando deu um chacoalhada no grupo após o empate com o Guaratinguetá, no Café.
A partir daquele momento, os jogadores parecem ter colocado na cabeça que precisavam deixar as individualidades de lado e pensar no grupo, no time, na sua apaixonada torcida. Essa mudança de foco não é mérito apenas do gestor. Pelo contrário. Teve participação decisiva de Claudio Tencati. O comandante demonstrou ter o controle do grupo. Fez as alterações necessárias no time até encontrar o 11 ideal. E, encontrou. O resultado foram os dois jogos eficientes contra o valente Confiança.
Que venham, agora, as semifinais e quem sabe o título da Série C. E, como sonhar não custa nada, bem que em 2016 podíamos comemorar o acesso à elite do futebol brasileiro.
Uma semana alviceleste a todos!


