DE CASA - Falta de ídolos
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Gilmar Agassi<BR> [email protected] 
O futebol brasileiro se despediu nesta sexta-feira de um dos grandes nomes de sua história. Independente da preferência por esse ou aquele clube é inegável que o goleiro Rogério Ceni fará muita falta nos gramados, seja por seu talento ou pela personalidade que impunha respeito a companheiros e rivais.
Evidente, a torcida do São Paulo é quem mais sentirá saudades desse paranaense de Pato Branco, que defendeu a camisa do Tricolor paulista em 1.237 jogos, durante 25 anos, e, se não bastasse, marcou 131 gols, um recorde histórico.
Os são-paulinos terão no peito a mesma lacuna deixada aos palmeirenses quando da aposentadoria do também goleiro Marcos.
Rogério Ceni e Marcos são personagens praticamente em extinção no futebol, não apenas brasileiro mas também mundial. Jogadores que fizeram toda a carreira em um mesmo clube, que se doaram e representaram dentro de campo cada torcedor que sofria e comemorava nas arquibancadas. Fora do Brasil, temos o exemplo de Francesco Totti, na Roma, e de Iniesta, no Barcelona, que também defenderam uma única camisa durante a carreira.
A realidade atual é completamente oposta à vivida por esses craques. Hoje, o jogador atua um ano por determinado clube, consegue um pouco de fama e já corre atrás dos milhões vindos da Ásia ou Oriente Médio. A grande maioria não se preocupa em fazer história e defender o clube por vários anos. A primeira meta é encher o bolso de dinheiro.
Reflexo disso é a pobreza que vivemos no futebol brasileiro, que padece sem ídolos e sem títulos.


