A diferença entre o futebol praticado na América do Sul e na Europa se acentua ano após ano. Os clubes daqui vêm levando um verdadeiro baile nos recentes duelos com os de lá. Uma amostra fiel disso é o retrospecto no Mundial de Clubes. Nos últimos nove anos, somente o Corinthians conseguiu conquistar o título ao vencer o inglês Chelsea na decisão. No mais, festa dos europeus.
A decisão deste domingo entre Barcelona e River Plate não teve grande emoção. O time espanhol impôs seu ritmo desde o início e venceu com extrema facilidade por 3 a 0. O goleiro Bravo fez uma ou duas defesas. No restante, teve o privilégio de assistir ao jogo de dentro de campo.
A explicação para esse domínio dos times do Velho Continente extrapola as quatro linhas que demarcam o campo de futebol. Enquanto nossos clubes são dirigidos por cartolas mal preparados, inconsequentes e, muitas vezes, corruptos, lá, a grande maioria das agremiações têm no comando pessoas com anos de estudos, verdadeiros gestores.
E, com uma gestão eficiente, os clubes europeus arrecadam cada vez mais e acabam levando nossos talentos. Porque isso ainda temos em grande quantidade. Um exemplo é o próprio Barcelona. Seus três principais jogadores são sul-americanos. Messi, Neymar e Suárez formam hoje o ataque mais letal do futebol mundial.
Aos clubes sul-americanos resta aprender, o mais rapidamente possível, com os rivais europeus para tentar minimizar a diferença vista dentro de campo. Do contrário, terão que se contentar com o título da Libertadores e dar vexame no Mundial.

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