Confiança. Essa palavrinha, fundamental em qualquer profissão, fundamental na vida de cada um de nós, de vez em quando tira férias no Tubarão. Daí já viu, né. Time joga mal, o gol fica minúsculo, o pé fica pesado, os adversários viram gigantes, a torcida vira ingrata e a imprensa se torna inimiga.
O roteiro é o mesmo de outras épocas e havia entrado em cena nas últimas semanas. Tudo por causa, – não só disso, mas principalmente disso – da falta de confiança. Diante do Goiás, sexta-feira, ela parece ter dado mostras de que está pedindo para voltar. Falta o time aceitá-la de vez, o que pode ocorrer amanhã, no Café, diante do Náutico e do torcedor.
São quatro jogos seguidos sem vitória – três derrotas e um empate –, mas a forma como o time se portou em Itumbiara foi bem diferente do que se via antes. Fez o torcedor reacender a esperança de dias melhores. O time enquadrou o Goiás fora de casa, bem diferente daquele Londrina dos três jogos anteriores, que dava vontade de chorar no canto, de raiva ou de vergonha. Ainda há mostras de falta de confiança, principalmente na hora de fazer o gol. A bola continua pesando toneladas nos pés dos atacantes e o gol continua pequenininho. Mas agora, eles pelo menos estão tendo oportunidades de gol, algo que era raro até então. Mas nos demais setores, a personalidade parece ter voltado. Solidez defensiva, meio-campo com criação e inspiração, com ambição e crente de que pode fazer algo para que o time vença.
O jogo serviu para mostrar para o torcedor que o time não é ruim da forma como gritaram no Café nos dois últimos jogos, mas também não é tão bom como a diretoria prega. É um time que tem condições de cumprir a principal missão alviceleste na Série B, que é permanecer na Segundona neste ano de retorno e readaptação. Pra isso, é preciso confiança em campo para fazer gols, não tomá-los e somar os pontos. É preciso confiança fora dele por parte de quem está na arquibancada para apoiar, na alegria e na tristeza. E você, vai confiar?

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