De Casa - Camisa não ganha jogo mais. Ou ganha?
PUBLICAÇÃO
domingo, 18 de fevereiro de 2018
Thiago Mossini 
Algumas frases, como essa do título ou aquela clássica "não tem mais bobo no futebol", são grandes clichês da bola usados sempre como justificativa para um revés, uma eliminação de algum time grande diante de um de menor expressão. Penso que, em partes, elas são verdadeiras.
Explico: entrar em campo apostando que apenas a camisa forte e tradicional é suficiente para terminar os 90 minutos vencedor é pura ingenuidade. O Londrina e o Atlético que o digam. O Tubarão deixou o futebol em casa nestes primeiros duelos de 2018. Quem assistia aos jogos da equipe ficava entediado com a falta de tesão do time. A impressão que passava era aquela de que "quando a gente quiser, a gente vence". E não vencia. Foi apenas uma vitória em seis jogos no Paranaense. Somente a camisa pesada não foi suficiente para vencer a força de vontade do Cascavel e a virada sofrida custou a classificação à semifinal do primeiro turno do Paranaense.
O Rio Branco é quem se classificou e mais uma vez deu uma lição. Desta vez no Atlético. O Furacãozinho, a equipe "alternativa" utilizada no Paranaense, estava invicto e com uma campanha excelente. Pegou o time de Paranaguá, na Arena da Baixada, por uma vaga na final. Mas a camisa apenas não foi suficiente. O humilde Leão da Estradinha se superou e conquistou, nos pênaltis, o direito de disputar o título do turno contra o Coritiba.
A camisa pesa quando quem a veste se impõe com talento, experiência, força de vontade, garra, determinação, vontade de vencer. Isso tudo, somado à tradição, potencializa o resultado em campo. Quer um exemplo? O Real Madrid vinha de uma fase terrível, com jogadores e técnico questionados, em crise. Mas mostrou aos ricos e favoritos do PSG como se honra o ditado "a camisa pesa". Resolveram jogar o que sabem, doaram-se, lutaram e mostraram porque a sala de troféus deles está cheia de "orelhudas".


