A posição de largada nas 500 Milhas de Indianápolis não importa. A frase anterior dificilmente será contestada daqui em diante. Tudo porque o autor, Tony Kanaan, tratou de comprová-la na pista, ao vencer ontem pela primeira vez uma das principais provas do automobilismo mundial, após partir apenas da 12ª posição.
Conquista obtida com o toque de experiência de quem participava pela 12ª vez de uma edição das 500 Milhas. O número, maior entre os pilotos em atividade que nunca haviam vencido, foi fundamental para que Tony soubesse o momento em que precisava dar o bote.
Assim como pouco importa quem larga na liderança, tampouco conta quem lidera mais voltas durante a corrida. A apenas três voltas do fim, o baiano . então segundo colocado . decidiu que era o momento de atacar o líder Ryan Hunter-Reay.
Decisão cirúrgica. O piloto da KV fez a ultrapassagem na curva 1 e, poucos instantes depois, viu o escocês Dario Franchitti acertar o muro.
Com pouco tempo hábil para retirá-lo do local, a direção de prova deixou a corrida em bandeira amarela até o fim. Um pouco de sorte, mas muito de "timing" para o brasileiro.
Mesmo que tivesse sido apenas sorte, seria uma justa recompensa a quem por tantas vezes foi traído por ela. Em 2004, brigava pela ponta da prova, quando um tornado aproximou-se de Indianápolis e encerrou-a. A vitória ficou com Buddy Rice.
Com um carro inferior aos dos rivais das equipes Andretti e Penske, Tony Kanaan já tinha se aproximado da vitória na São Paulo Indy 300, na qual a pane seca o tirou da briga.
Ontem, não houve chuva, não houve lesão na mão (ele correu com três ligamentos da mão direita parcialmente rompidos), não houve falta de combustível que atrapalhasse. O choro dele ao fim da prova é emblemático: Tony sabe que agora está entre os grandes do automobilismo.

Imagem ilustrativa da imagem DE ALMA LAVADA
| Foto: AFP
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