Dayane comemora volta à seleção
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segunda-feira, 07 de abril de 2014
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
Oito anos depois de deixar a seleção brasileira de ginástica rítmica, Dayane Camillo está de volta ao time nacional. A londrinense foi convocada pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) para treinar o selecionado juvenil visando o Campeonato Pan-Americano, que será realizado entre os dias 7 e 11 do mês que vem, em Daytona, nos Estados Unidos. A preparação será em Aracaju, sede da CBG.
Campeã Pan-Americana em 2003, Dayane Camillo tem seu nome marcado na história da GR brasileira. Nada mais justo para quem chegou à seleção aos 13 anos e por lá ficou até 2004, quando decidiu se aposentar, após as Olimpíadas de Atenas. Desde então, dedica-se à carreira como técnica na equipe da Unopar, em Londrina. E a primeira chance na seleção como treinadora vem justamente no ano em que ela completa uma década na função.
"Nem tinha lembrado disso ainda (dez anos de carreira). Essa convocação vem num momento legal, estou muito feliz, é a realização de um sonho", disse a treinadora ontem, pouco antes do embarque para a capital sergipana.
E o primeiro desafio de Dayane como técnica na seleção brasileira vai lhe exigir muito empenho. Isso porque ela terá apenas um mês para trabalhar uma equipe transitória, montada apenas para representar o Brasil na competição internacional. "Estados Unidos e Canadá, que são os grandes concorrentes, já têm seus times montados e estão competindo. E a gente vai ter que correr contra o tempo. Tenho uma coreografia montada. A primeira semana será de muita repetição todos os dias, depois introduzir a música e trabalhar tudo junto", detalha a técnica.
Em Aracaju, Dayane vai reencontrar uma velha companheira de trabalho, a também londrinense Camila Ferezin, que está há três anos no comando da seleção brasileira adulta, e que foi quem a indicou para o cargo que assume a partir de hoje.
Do time convocado, Dayane conhece bem apenas a jovem Pamela Morais, que é sua atleta na equipe juvenil londrinense. Juntas, elas foram campeãs nacionais em 2013. "Nunca trabalhei com elas, mas conheço de competir contra. Costumo dizer que quando coloca o coração, dá certo. Estou assumindo esse desafio, sei que será difícil, mas estou focada só nele nesse momento para fazer um bom trabalho. Agradeço muito à Camila e à Confederação por terem aberto esse espaço para eu trabalhar", falou.
O objetivo nos EUA é brigar pelo título e consequentemente prolongar por alguns meses o trabalho na seleção, já que o campeão garante vaga nas Olimpíadas da Juventude, em agosto, na China. "É uma porta que se abre e não quero desperdiçar. Vou dar o melhor de mim todos os dias", finalizou.


