Brasília - O tênis brasileiro vive o mais triste capítulo de sua história. Na Copa Davis está prestes a cair para a Terceira Divisão, com a desvantagem de 2 a 0 diante do Peru, no primeiro dia de confronto, em Brasília. Na Confederação Brasileira de Tênis (CBT), a política virou um caso de polícia. E até mesmo Gustavo Kuerten passa por um momento dos mais difíceis, com a segunda cirurgia no quadril.
O Brasil em razão do boicote dos principais jogadores iniciado em fevereiro não consegue montar uma equipe. Já foi superado recentemente pelo Paraguai e Venezuela e agora diante da apenas razoável time do Peru, os brasileiros Gabriel Pitta e Ronald Carvalho perderam seus jogos de simples.
Pitta, número 734 da ATP, foi uma presa fácil para o experiente Luiz Horna, 34 do ranking, que marcou 3 sets a 0, parciais de 6/3, 6/4 e 6/4. Logo depois, Carvalho (429) deu um pouco mais de trabalho para Ivan Miranda (215), mas perdeu em cinco sets: 7/6 (8x6), 6/7 (8x6), 4/6, 6/3 e 6/1.
Numa situação bastante incômoda, o Brasil precisa de um verdadeiro milagre para fugir do rebaixamento: tem de ganhar os três próximos jogos.
Hoje haverá a partida de duplas, a partir das 12 horas. Pelo Brasil estão escalados Pitta e Carvalho, mas o capitão Carlos Alberto Kirmayr pode alterar o time até uma hora antes do início do jogo. Pelo Peru, o capitão Jaime Yzaga anunciou o time com Miranda e Matias Silval, só que ninguém acredita e deve colocar mesmo Luiz Horna ao lado de Miranda para tentar definir o confronto já hoje, abrindo vantagem de 3 a 0.
Se os brasileiros ganharem o duelo de duplas hoje, a definição do vencedor do duelo ficará para amanhã, quando acontecem as duas últimas partidas de simples Carvalho enfrenta Horna, enquanto Pitta pega Miranda, na sequência.
Guga Apesar do otimismo em relação à recuperação de Gustavo Kuerten, o ortopedista brasileiro Rogério Teixeira da Silva, que participou da artroscopia no quadril direito de Guga junto ao médico americano Marc Philippon, prefere manter a cautela. A expectativa é que o tenista esteja recuperado dentro de um período de quatro e seis meses, mas o médico diz que ainda é cedo para fazer previsões.
''Com relação à reabilitação do Guga, sua participações em torneios e outros aspectos relacionados ao tênis, ainda é cedo para prevermos tudo exatamente como será feito'', disse o médico brasileiro.
Tanto Teixeira quanto a fisioterapeuta Mariângela Lima responsável pelo tratamento de Guga estão proibidos de dar entrevistas.

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