Cingapura - David Lorenço, 18, voltou a dar uma medalha olímpica ao boxe brasileiro depois de 42 anos de jejum. E a cor de sua comenda, conquistada na Olimpíada da Juventude, disputada em Cingapura, é dourada.
A última vez que o boxe brasileiro havia subido ao pódio em um evento olímpico fora nos Jogos da Cidade do México-1968, com o bronze de Servílio de Oliveira.
''São 15 dias (em Cingapura) que vão valer por 150 anos na vida dele. O Brasil não ganhava medalha olímpica no boxe há 42 anos e ele (David) conseguiu quebrar esse jejum. Ele vai entrar para história e eu também'', disse o técnico Cláudio Silva.
David, que já havia conquistado o Mundial juvenil em maio, subiu no topo do pódio após vencer na final da categoria até 69 kg o uzbeque Ahmad Mamadjanov, por pontos. O europeu também havia sido derrotado pelo brasileiro na final do Mundial. ''Não dormi bem. Fiquei preocupado com a luta, assistindo o último confronto no Mundial, vendo como ele ia vir para a luta. E o fato de ter estudado ele fez a diferença'', disse o atleta brasileiro que protagonizou um dos momentos mais emocionantes do Brasil em Cingapura.
Até mesmo atletas de outras modalidades foram acompanhar a luta e torcer. Ao fim do combate, David deitou-se na lona e chorou muito com a conquista. ''A medalha dá inspiração não só para mim como para todos os atletas do boxe no Brasil'', afirmou o atleta, enrolado na bandeira nacional.
Fim das disputas
O Brasil encerrou sua participação nos Jogos da Juventude de Cingapura. Embora a Olimpíada teen só termine na madrugada de quinta-feira, o Brasil não terá mais disputas.
A delegação brasileira, que contou com 81 atletas, obteve um total de sete medalhas. Foram três de ouro (duas no atletismo, com Caio Cézar dos Santos, e uma no boxe, com David Lourenço), três de prata (uma no atletismo, com Thiago Braz, uma no judô, com Flávia Gomes, e uma no tiro esportivo, com Felipe Wu) e um bronze no handebol feminino.

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