France PresseEm altaO escocês David Coulthard obteve ontem, no circuito de Ímola, a sua quarta vitória na F-1 A McLaren venceu de novo, com David Coulthard, ontem em Ímola, mas a disputa pelo título está abertíssima. Cerca de 120 mil torcedores presentes no autódromo Enzo e Dino Ferrari comemoraram com uma festa o duplo pódio da Ferrari, time da casa: Michael Schumacher chegou apenas quatro segundos atrás de Coulthard e seu companheiro, Eddie Irvine, ficou em terceiro. Agora, Mika Hakkinen, também da McLaren, que abandonou a corrida, é o líder com 26 pontos, Coulthard está em segundo, 23, e Schumacher o terceiro, com 20.
Os três pilotos brasileiros na Fórmula 1 não concluíram a prova. Rubens Barrichello foi atingido por trás por seu companheiro de Stewart, Jan Magnussen, logo depois da largada e abandonou ainda na primeira volta. Pedro Paulo Diniz completou 18 voltas com sua Arrows até o motor superaquecer e obrigá-lo a parar, quando estava em 14º. Ele largou em 18º. Ricardo Rosset foi elogiado por seu time, Tyrrell, enquanto esteve na pista, 48 voltas. Na largada ganhou cinco posições. Quebrou o compressor que alimenta de ar o sistema pneumático de troca de marchas do câmbio. Com exceção de Diniz, que deve treinar em Silverstone, Barrichello e Rosset testam seus carros em Barcelona esta semana. Ainda não é oficial, mas é bastante provável que Rubens Barrichello tenha novo companheiro de equipe já no GP da Espanha, dia 10 de maio. O holandês Jos Verstappen deve substituir Jan Magnussen. O jovem dinamarquês não correspondeu ao que se esperava dele, apesar dos títulos mundiais no kart e a quebra de recorde de vitórias de Ayrton Senna na F-3 inglesa, em 94.
Coulthard obteve sua quarta vitória na Fórmula 1 e a primeira na temporada. Disse não ter se interessado por saber a causa da desistência de Hakkinen, ainda na 17ª volta de um total de 62. ‘‘Você acha que vai acontecer com você também e fica ouvindo barulhinhos estranhos onde não existe nada.’ Hakkinen teve uma pane no câmbio.
Sua projeção para a etapa seguinte do Mundial, em Barcelona, é a melhor possível. ‘‘Estou muito otimista, não há motivo para não acreditar que não estaremos de novo na frente.’ É no Circuito da Catalunha, com suas longas e velozes curvas, onde a McLaren mais está se impondo nos testes.
O campeão Jacques Villeneuve e seu companheiro de equipe Heinz-Harald Frentzen, da Williams, sentiram mais uma vez as limitações do seu equipamento e não passaram da quarta e quinta colocações. Villeneuve acredita que ainda poderia terminar no pódio, em terceiro, não fossem dois pit stop desastrosos da sua equipe, na 26ª e 44ª volta. ‘‘Não entendo por que somos tão lentos nessas operações’’. Villeneuve não economizou críticas à condição técnica da Williams de novo. Para a próxima corrida, a principal novidade técnica da equipe representa uma volta ao passado. Todo o conjunto traseiro, câmbio, suspensão, assoalho e aerofólio, do atual modelo FW20 será substituído pelo usado com sucesso no carro laboratório de 97.

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