Salvador - A comissão técnica da seleção pode reavaliar a decisão de antecipar para o dia 15 de junho a apresentação de parte dos jogadores convocados para a disputa da Copa América. O anúncio de que teriam as férias encurtadas causou uma certa insatisfação entre os jogadores que atuam no exterior e estão no Brasil para rever a família e os amigos. A princípio, o grupo seguiria para Foz do Iguaçu (PR) no dia 21, a nove dias da estréia do Brasil na competição, contra a Venezuela.
Mas a comissão técnica quer evitar a dispersão dos principais jogadores, logo após o segundo amistoso contra a Holanda, dia 8, em Goiânia. A determinação poderia valer também para os que estão em tratamento, como Ronaldinho, Élber, Cafu e Flávio Conceição. Alguns dos convocados para os dois jogos com a Holanda, com presença certa na Copa América, comentaram, no hotel da seleção, que preferiam ter mais dias para descansar da temporada européia. Pediram, porém, que não tivessem seus nomes divulgados.
Eles, no entanto, não levaram a queixa a Luxemburgo. O consultor-técnico da seleção, José Candido Sotto Maior, disse que a programação dos treinos para a Copa América ainda está sendo elaborada. Se for confirmada a data do dia 15 para a apresentação dos "estrangeiros" e o Brasil chegar à final da Copa, jogadores e comissão técnica vão ficar 35 dias entre Foz do Iguaçu, na fronteira com Ciudad del Este, no Paraguai, e a capital desse país, Assunção, local da decisão do torneio.
Giovanni - O jogador do Barcelona parece ter se assustado com as declarações de Luxemburgo de que deveria acordar se quiser permanecer na seleção. Giovanni também ficou abatido com uma lista apresentada pelo técnico Van Gaal aos dirigentes do Barcelona, na qual não consta o seu nome para a próxima temporada do Campeonato Espanhol. Ele não quis comentar o assunto. "Tenho contrato com o Barcelona até 2001 e agora tenho de pensar na seleção." Na verdade, o atacante vai tentar fazer uma partida convincente sábado, contra a a Holanda, cuja base é formada por atletas do Barcelona. Embora tenha dito que não se sente pressionado, "por ser uma pessoa calma", Giovanni teve alguma dificuldade em responder as perguntas sobre o ultimato que lhe foi dado por Luxemburgo. Ele disse que espera render bem por estar escalado na posição de que gosta: meio-avançado.
Na Copa da França, Giovanni teve apenas uma oportunidade: foi no primeiro tempo de Brasil x Escócia, em que atuou como terceiro volante e acabou substituído no intervalo. "Minha posição de origem é mais à frente, é onde gosto de jogar."

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