Dário ensina as 'manhas' do Sport
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quarta-feira, 11 de junho de 2003
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
Ele simbolizava a ''raça leonina''. Quando pisava nos gramados, sentia na alma a interatividade com a torcida do Sport. Foi ídolo. Foi herói. O volante Dário, 31 anos, cinco vezes campeão pernambucano, sente saudades do time que o tirou do anonimato, mas promete ser um trunfo nas mãos do técnico Roberto Fernandes no próximo sábado, às 16 horas, na Ilha do Retiro, no duelo Tubarão contra o Leão.
''Foi o melhor momento da minha carreira. Não sou ingrato e não posso esconder a admiração que ainda sinto pelo Sport. A torcida me adorava, sabia reconhecer e valorizar quem mostrava vontade dentro de campo. Naquela época, eu simbolizava a raça leonina. Tenho muita alegria pelo que fiz no Sport'', disse o meia à Folha, após deixar a sala de musculação do VGD.
Entre as histórias que armazena na memória, uma delas lhe parece especial. Campeonato Brasileiro de 1994, Ilha do Retiro. Foi uma vitória histórica sobre o então bicampeão mundial interclubes. Após tomar dois gols no começo do jogo, o Leão reagiu e goleou o São Paulo, de Telê Santana, por 5 a 2. ''Aquele jogo marcou muito minha trajetória no Sport. Até na época, o Mário Sérgio (atual técnico do São Caetano), que era comentarista, disse que aquele tinha sido o melhor jogo do ano. É uma coisa que não dá para esquecer'', afirmou.
Mas, em geral, a vida de um jogador não se resume a somente um clube de futebol. Agora no Tubarão é o capitão e homem de confiança do treinador Dário fará de tudo para deixar o gramado da Ilha vendo seu ex-time de cabeça baixa. Para conquistar a primeira vitória fora de casa até aqui foram três derrotas, São Raimundo, Vila Nova e Náutico o capitão recomenda acima de tudo personalidade. Uma postura covarde, sem coragem, é uma inevitável receita de derrota.
''Todo mundo tem consciência das dificuldades que vamos enfrentar. O Sport, lá na Ilha, costuma ir pra dentro. Nosso time tem que estar ligado 90 minutos para ter chances concretas de vencer. É claro que respeito e cuidado são necessários, mas o time precisa mostrar personalidade'', receitou o volante, que ainda recupera-se de uma pancada no joelho esquerdo, mas deve ser liberado para participar do coletivo-apronto de hoje à tarde.
Dário admite que um empate seria um resultado interessante para manter o time bem perto da zona de classificação da Série B. Com os resultados de terça-feira, o Tubarão caiu para a 10 posição na tabela, um ponto atrás do oitavo colocado, o América-RN. Além do Sport, o LEC terá na sequência mais um compromisso em terreno inimigo. Na terça-feira, dois dias depois de chegar de Recife, enfrenta o Joinville, no Estádio ''Ernestão''. Dário projeta quatro pontos nos dois jogos. ''Acredito que um empate contra o Sport seria um resultado positivo. Chegaríamos a Joinville cheio de moral. Depois, vamos jogar duas em casa (Caxias e União São João) com chances de chegar aos 20 pontos'', afirmou.


