Fernando Tupan Marcos Freitas
Darci passou dois meses tecendo teias de aranha no Departamento Médico do Coritiba. Contundido desde o primeiro clássico Atletiba pelo Campeonato Paranaense, no dia 11 de abril, agora ele está voltando ao time titular coxa. Ontem ele participou do primeiro ‘‘rachão’’ da semana. Se estiver fisicamente recuperado, será escalado pelo treinador Abel Braga para jogar no domingo.
O lema ‘‘podemos vencer novamente’’ está pendurado na cabeça de todos os jogadores do Coritiba. O técnico Abel Braga incutiu a idéia de vencedores entre os atletas e espera que eles não o decepcionem. Conversando muito com o elenco e mostrando os caminhos que poderão levar o time às finais do Campeonato Paranaense, o treinador coritibano recuperou um time que tinha tudo para ficar no fundo do poço.
Basílio participou da vitória por 2 a 1 sobre o Atlético, domingo passado. Jogou apenas 45 minutos e contribuiu para criar pânico entre os zagueiros do adversário. Na segunda-feira, o atacante estava novamente no DM, se tratando de uma pancada na perna ocorrida no clássico. O jogador vai estar liberado para atuar na segunda partida, garantiram os médicos do clube.
O atacante Cléber volta ao comando de ataque, recuperado de uma contusão. Seu companheiro deverá ser Sinval, já que Basílio ainda não chegou a 100% do seu condicionamento físico. Na meia, Abel também pode escalar Betinho. Yan foi expulso, deve cumprir suspensão automática e para complicar, o meia sofreu uma contratura muscular no treino de ontem e deve ficar pelo menos duas semanas no DM.
Abel não tem dúvidas na zaga: Gilberto; Reginaldo Araújo, Leonardo, Flávio e Dutra. O alviverde tem um outro problema, Mozart levou o terceiro amarelo e vai cumprir suspensão automática. A opção natural é colocar Reginaldo Nascimento, que foi titular até machucar a clavícula e que participou do segundo tempo do Atletiba. O garoto Ataliba tem poucas chances de começar jogando.
Os cambistas atacaram as bilheterias do Estádio Couto Pereira para se beneficiarem da promoção dos 10 mil ingressos. Em cada ingresso adquirido, o comprador pode escolher um grátis, para mulher ou criança, que fora da promoção tem o valor de R$ 5,00. O presidente Jacob Mehl ameaça acabar com a festa e liberar a entrada de menores e mulheres.
Atlético - O Atlético trabalha em dois períodos pensando no Atletiba e já sepultou o último resultado. Para atletas, dirigentes e comissão técnica a derrota contra o Coritiba foi absolutamente normal e a classificação não é algo impossível de ser conseguida. Mesmo com a vantagem que o rival possui de decidir a vaga para as finais jogando em casa, o rubro-negro baseia-se no próprio retrospecto que mostra duas vitórias em três partidas disputadas no Alto da Glória neste ano.
Ontem os jogadores se apresentaram depois da folga na segunda-feira. Os trabalhos aconteceram em dois períodos no CT do Caju. Antes do treino da manhã, houve uma reunião com os jogadores onde por mais de trinta minutos foi discutido o último resultado e as chances do time chegar à segunda final consecutiva do Paranaense.
No treino da tarde o grande destaque foi o atacante Kléber. Além de marcar gols, ele mostrou boa disposição e foi responsável por grandes jogadas durante o coletivo. Já refeito do pênalti perdido no último domingo, Kléber diz que se aparecer outra oportunidade ele não vai fugir da responsabilidade: ‘‘Só erra quem está ali, eu estava e perdi’’, disse. Segundo o centroavante, o que faltou foi sorte e não tranquilidade. ‘‘Tenho a consciência de que bati bem o pênalti, cheguei a tirar o Gilberto da bola mas ela não quis entrar’’, lamentou.
Para o próximo jogo no Alto da Glória, o técnico Antonio Clemente já tem dois problemas: o zagueiro Reginaldo e o meia Jean. Reginaldo saiu machucado do Pinheirão e ainda é dúvida. O zagueiro sente o joelho direito e pode desfalcar a equipe. Outro lesionado entregue ao departamento médico é Jean, que se machucou no treino de ontem durante uma dividida e é dúvida.
O técnico Antonio Clemente instruiu seus jogadores para que chutem mais de fora da área. Para ele, não há necessidade de entrar com a bola dentro da pequena área para tentar o gol. ‘‘Isso é um vício do jogador brasileiro que prefere chegar tocando até a cara do gol’’, disse. De acordo com Clemente, se o time arriscar mais os chutes de longa e média distância a sorte do rubro-negro poderá ser outra. ‘‘No último jogo pecamos por não arriscar chute a gol da intermediária e acabamos por consagrar o goleiro deles’’, disse lenmbrando que Gilberto foi um dos principais nomes do Coritiba na partida.

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