Darci Piana não terá autonomia na FPF
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quarta-feira, 14 de janeiro de 1998
Filipe Pimentel Curitiba 
O presidente interino da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Darci Piana, não terá autonomia para comandar o departamento de futebol da entidade. Todos os contratos que assinar, todas as decisões que forem tiradas das reuniões da FPF terão que ter o aval do administrador temporário, Vicente Pascoal Rodacki, que continua como interventor e com plenos poderes sobre a entidade.
Piana foi eleito anteontem pela manhã para substituir o presidente Onaireves Rolim de Moura, afastado do cargo pela justiça e atender a uma determinação da CBF, que não reconhece as ações do interventor. O juiz substituto da 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, Luiz Osório Panza, no entanto, havia indicado o nome do jornalista Antonio Carlos Carneiro Neto, que não aceitou o convite. Rodacki, então, entregou uma petição ao juiz Panza, sugerindo que reconhecesse o nome de Darci Piana, como auxiliar para as questões relativas ao departamento de futebol. Panza deferiu o pedido.
Na prática, a justiça não reconheceu a eleição de Piana, entretanto, aceitou indicá-lo para ser responsável pelo departamento de futebol da FPF. Perante a lei civil, o vice-presidente Darci Piana não é reconhecido. Mas para a CBF e a lei esportiva, ele é o novo presidente da FPF, comentou Vicente Rodacki. O interventor comentou que deverá fazer uma administração negociada com Piana.
De acordo com o juiz substituto, o presidente Onaireves Moura, poderá voltar a administrar a FPF. A partir do momento que resolverem a questão da intervenção na FPF, Moura pode voltar, disse Panza. Caso esta intervenção demore mais de dois anos, tempo que resta para o final do mandato de Moura, a eleição, prevista para abril de 99, será adiada até o término da intervenção.
Sobre a auditoria que está fazendo na Federação, Rodacki afirmou que terminou o levantamento de informações. A única coisa certa que sabemos é que a FPF não tem dinheiro nenhum em caixa. Precisamos descobrir, agora, onde foi parar o dinheiro da Federação Paranaense de Futebol, comentou.


