Até há pouco tempo o requisito para um piloto entrar na Fórmula 1, além do dinheiro, é claro, era que ele tivesse sido campeão da F-3000 ou um excelente desempenho. Mas esse lema não vinga mais, tanto que dos últimos campeões, nenhum deles está competindo na F-1. O brasileiro Bruno Junqueira, por exemplo, campeão deste ano, vai correr na Fórmula Indy pela equipe Chip Ganassi. E cada vez mais os pilotos estão queimando etapas para se chegar a principal categoria do automobilismo.
A sequência normal de um piloto que vai para o exterior seria a participação em uma categoria-escola, como a F-Ford ou F-Renault inglesa, depois passar para a F-3, F-3000 e aí tentar uma vaga na F-1. No ano passado, o inglês Jenson Button pulou da F-3 para a F-1. Ele realizou um bom campeonato pela Williams e em 2001 vai defender a Benetton. Este pulo direto sem passar pela F-300 foi motivo de controvérsia no meio do automobilismo.
Mas isso não é tudo. A maior novidade da F-1 para 2001 será o finlandês Kimi Raikkonen. Aos 21 anos, o conterrâneo de Mika Hakkinen participou até agora de apenas 21 corridas em sua carreira. E, vejam bem, ele competiu este ano na Fórmula Renault, categoria abaixo da F-3. O novato foi bem nos testes desta semana e ganhou a superlicença da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para disputar o Mundial. Ele defenderá a equipe suiça Sauber.
Se a queimação de etapas continuar neste ritmo, daqui alguns anos vai ter piloto saindo do kart direto para a Fórmula 1.
- A família Sperafico teve um ano dos melhores dentro da pista. Ricardo foi campeão italiano de Fórmula 3000; Rodrigo, seu irmão gêmeo, terminou este mesmo campeonato em quarto lugar. Nos Estados Unidos, Alexandre realizou uma boa temporada na Barber Dodge, terminando o certame na nona colocação. No último final de semana, mais um piloto do clã, Guilherme, conquistou o título da Copa Oeste de Kart na categoria Infantil. O próximo ano promete ainda mais.
- A temporada de Stock Car foi das melhores. Depois de muitos anos três pilotos chegaram na última etapa disputando o título: Chico Serra, Ingo Hoffmann e Xandy Negrão. Chico conquistou o bicampeonato com apenas um ponto de vantagem sobre Ingo. Foi emoção do começo ao fim. Outro ponto a favor da categoria foi a entrada da Rede Globo, que abriu um espaço para o esquecido automobilismo brasileiro. Muito bom.
- Nem sempre vencer provas significa que o piloto será o campeão. Que o diga o carioca Popó Bueno, campeão da Fórmula Chevrolet deste ano. Das 12 etapas disputadas, ele ganhou apenas uma (Interlagos, em 28 de maio). Sua grande arma foi a regularidade. Ele obteve quatro segundos lugares, dois terceiros, um quarto, dois quintos e um sétimo. E ficou com o título.
- O Paranaense de Automobilismo termina hoje. Alguém vai sentir saudades? E nem se sabe como será o campeonato de 2001.

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