A paranaense Camila Comin, 17 anos, não teve o seu dia de glória. Uma queda durante a apresentação de solo foi suficiente para não classificá-la entre as 36 finalistas. Mesmo eliminada, a ginasta comemorou. ‘‘O importante é que eu estava aqui. Eu consegui. Isso foi o mais importante. Competi ao lado das melhores do mundo.’’ Camila Comin terminou a primeira fase com 36.324 pontos, contagem baixa que foi prejudicada por uma nota 8.562, no solo.
Já a paulista Daniele Hypólito, 16, ficou em 31ª lugar na classificação geral da competição e está entre as 36 melhores do mundo que disputarão a fase final na terça-feira, dia 19, no SuperDome. Com a média de 37.111 pontos, Daniele melhorou em três posições a marca de Luísa Parente nos Jogos de Seul-88. ‘‘Tenho consciência de que a briga por medalhas vai ficar entre as russas, romenas, ucranianas e chinesas, mas vou tentar’’, disse, conformada. ‘‘Quero é representar bem meu país.’’
Daniele também foi uma surpresa para os dirigentes da equipe brasileira. Mesmo tendo caído durante a apresentação na barra assimétrica, obteve uma nota acima de 9,0. ‘‘As meninas confirmaram uma grande evolução internacional em Sydney. A Dani caiu na paralela e, mesmo assim, tirou nota acima de nove. Isso nunca havia acontecido com uma brasileira em Jogos’’, destacou a técnica ucraniana Iryna Ilyaschenco. A nota mais baixa de Daniele foi 9.062, justamente na barra assimétrica.
GRD – A equipe de Ginástica Rítmica desportiva (GRD), que treina em Londrina, desembarcou neste domingo em Sydney. A equipe, única representante da América do Sul na Austrália, que ficaria em Canberra para a aclimatação até o dia 22, resolveu antecipar a chegada na cidade olímpica para já começar a sentir o clima da competição. A competição começa no próximo dia 28.
‘‘Todas as seleções que enfrentaremos já estão treinando em Sydney. É muito importante começar a sentir o cheiro das adversárias’’, explicou a londrinense Bárbara Laffranchi, técnica da equipe medalha de ouro no Pan-Americano de Winnipeg (Canadá), ano passado. ‘‘Quando chegamos aqui, sentimos uma vibração diferente’’, comentou Flávia Faria. ‘‘Estamos ansiosas para colocar em prática tudo o que treinamos.’’

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