São Paulo - Conquistar um título é um momento especial para todas as pessoas envolvidas com o time. No entanto, para o capitão da equipe, a vitória em uma decisão representa ainda mais. O auge é o recebimento da taça que, mais do que o valor material, carrega toda a representatividade do esforço feito durante o campeonato. O exemplo mais recente da peculiaridade dessa situação foi Cafu. O lateral-direito da seleção herdou o 'cargo' de Emerson e entrou para a história ao erguer o troféu do pentacampeonato mundial.
No entanto, se depender do zagueiro Daniel, essa tradição não vai se manter amanhã à noite. Mesmo sem saber se vai ser campeão da Libertadores, o capitão do São Caetano já adiantou: não vai seguir o ritual da premiação. ''Se formos campeões, não vou receber a taça sozinho. Quero arrastar o time inteiro comigo, naquele palco que eles fazem para a cerimônia'', afirmou.
E o argumento é simples. Para o zagueiro, ninguém chega a uma conquista dessas sem um trabalho de conjunto eficiente. A atitude reflete um dos aspectos que mais caracterizam a equipe de Jair Picerni e apontado pelo próprio treinador como um dos seus 'segredos'. ''O São Caetano é um time solidário. Em outros lugares, se o companheiro perde a bola, o outro fica só assistindo. Aqui todo mundo se ajuda'', explicou o capitão. ''Então, se chegarmos lá (ao título), vamos agir da mesma maneira.''
Olimpia As duras críticas do presidente do Olimpia, Osvaldo Domínguez Dibb, contra os jogadores e sua pedida de renúncia do cargo, parecem não ter mexido com os integrantes do elenco. E nem a derrota por 1 a 0 no jogo de ida, no Defensores del Chaco, mudou o pensamento dos atletas que garantem, sem importar com as possíveis consequências de suas palavras, que vencerão o São Caetano por dois gols de diferença e levarão o título da Taça Libertadores da América para o Paraguai. (A.E.)

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