Daniel Dias é batido pela primeira vez
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Gazeta Press 
Pequim - Pela primeira vez na Paraolimpíada de Pequim Daniel Dias saiu do Cubo D'Água sem a medalha de ouro no peito. Na manhã de ontem (horário de Brasília), o brasileiro foi à piscina chinesa para disputar a final dos 50m borboleta da ca++tegoria S5 e não conseguiu repetir as três vitórias anteriores, ficando com a medalha de prata.
Dias, que se credenciou como o principal nome do Brasil na competição, havia vencido nos últimos dias as provas dos 100m e 200m livre da classe S5 e os 50m costas da B5. No entanto, nos 50m borboleta o atleta foi superado pela primeira vez - anotou o tempo de 36s25, superior ao que havia marcado nas eliminatórias, mas insuficiente para bater os 35s95 do norte-americano Roy Perkins, novo recordista mundial.
Outro candidato a levar a vitória na prova, o chinês Junquan He acabou com a medalha de bronze ao cravar 37s07, enquanto Clodoaldo Silva continuou falhando na tentativa de se adaptar à S5. Mais habituado às disputas na S4, o brasileiro viu sua categoria ser mudada às vésperas do início da competição, e nesta quarta marcou 45s74 para terminar com a oitava posição.
Embora contasse com três atletas que já haviam subido ao pódio na Paraolimpíada de Pequim em provas individuais, o Brasil não conseguiu passar de um quarto lugar no revezamento 4 x 100m livre, classe 34 pontos. O quarteto formado por Mauro Brasil, Phelipe Rodrigues, Daniel Dias e André Brasil foi superado por Reino Unido, Austrália e China.
Os britânicos, por serem os atuais bicampeões da prova, já eram favoritos para garantir o ouro novamente, e cumpriram os prognósticos com o tempo de 3min51s43. Por outro lado, as outras medalhas deveriam estar ao alcance dos brasileiros, que contaram com dois campeões paraolímpicos nas águas chinesas, Daniel Dias e André Brasil.
No entanto, os 3min55s78 foram insuficientes para levar o Brasil ao pódio, sendo que a maior decepção ficou com Dias - cansado por ter nadado poucos minutos antes a final dos 50m borboleta, ele virou os 100m livre com a segunda pior marca de todos os revezamentos.
''Acho que não foi errado. Fomos muito bem, baixamos nosso tempo e agora é continuar trabalhando forte'', afirmou André Brasil ao ''SporTV'', negando que a escolha de colocar o compatriota para disputar duas provas na seqüência possa ser utilizada como desculpa.


