Recife - Daniel Alves não foi o escolhido para ostentar a braçadeira de capitão no primeiro amistoso do Brasil, mas assumiu o papel de líder de fato da seleção. Ao clamar pela proteção aos jogadores mais jovens, principalmente Neymar (vaiado em São Paulo), o lateral-direito afirmou que esse papel cabe justamente a quem está há mais tempo no time nacional.
"É uma função que vai passando com o tempo e você vai aprendendo a exercer. Temos um grupo muito jovem e estamos carregando demasiada pressão, demasiada importância. Nós, os mais experientes, temos de tomar a frente porque os mais jovens, sabemos, vão nos dar alegrias. Goste ou não goste, eles são o futuro da seleção", comentou o jogador do Barcelona.
O lateral, com a autoridade de ser um dos mais experientes no grupo, admite que o futebol apresentado pelo time nos amistosos, mesmo nas vitórias, tem ficado abaixo do esperado, mas ao mesmo tempo pediu um voto de confiança. "Amor, carinho e respeito se conquista. E a gente conquista isso com boas atuações. Mas a gente queria ter credibilidade, mesmo que seja pequena. Estamos sem credibilidade, e somos responsáveis por isso. Mas acho que uma ação positiva te leva a uma resposta positiva", pediu. (A.E.)

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