Ribeirão Preto, 07 (AE) - Com duas semanas de competição nas três principais divisões do futebol paulista, as trocas de técnicos voltaram a ser constantes, principalmente porque a ameaça de rebaixamento está assustando alguns clubes. América e Araçatuba não perderam tempo na Série A1. Na A2, foram os clubes do ABC, por motivos diferentes, que mudaram suas metas. E, na A3
até treinador invicto caiu depois de três partidas. O Araçatuba é o pior time da A1, sem ponto em cinco partidas.
Por isso, o técnico Pardal foi mandado embora depois de dois jogos. O argentino Pablo Centrone chegou prometendo mudanças radicais, mas nada conseguiu. Apesar da goleada de 7 a 0 sofrida para a Matonense, no domingo (06), ele continua no cargo. A diretoria promete contratar alguns jogadores para ajudá-lo, mas o abismo parece inevitável. A situação só não está pior porque o América, campeão da A2 no ano passado, tem apenas 2 pontos e já trocou Nicanor de Carvalho por Júlio César Leal depois de três partidas.
Pela A2, Geninho não aguentou as pressões de duas derrotas e deixou o Santo André, que ainda foi dirigido pelo preparador físico Stélio Matos num jogo (outro vexame). O uruguaio Sergio Ramirez chegou para tirar o time da crise e já conseguiu uma vitória. O rival São Caetano, que investe alto para subir à elite estadual, não sustentou Roberval Davino no banco de reservas após a derrota para o Botafogo, no domingo (06). Até ontem (07), não tinha sido contratado um substituto.
O presidente do Marília, Hely Bíscaro, que lidera o Grupo 3 da A3, não perdoou Nazareno Silva, responsável pelo acesso na B1A em 1999, após divergências internas. Após duas vitórias e um empate, Eugênio Almeida, ex-ponta-esquerda do Palmeiras, assumiu o posto. Mesmo sem a ameaça de rebaixamento imediato, a Ferroviária não suportou três derrotas e dispensou João Ricardo Cardoso, que teve três acessos seguidos pelo Oeste, de Itápolis. Olivério Bazani Filho, que confunde-se com a própria história do clube araraquarense, assumiu o comando pela enésima vez.
Diante de tantas trocas, o Taubaté está satisfeito com a dupla Piorra Mendonça-Jandir de Freitas. "Às vezes, só falta sintonia
como com os árbitros", diz o diretor da Meca, Carlos Caboclo, que administra o clube. Ele diz que poderá até trocar de nomes, se for preciso, mas que continuará mantendo o comando duplo.

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