Formado por alguns dos times mais tradicionais do Nordeste e Norte do país, o grupo A da Série C do Brasileiro tem sido implacável com os treinadores. Enquanto no grupo B (o do Londrina) apenas os mineiros Boa Esporte e Tombense trocaram de técnico durante a competição, na chave do lado de cima do Brasil sete times já fizeram a dança das cadeiras. Somente Ferroviário-CE, Vila Nova-GO e Jacuipense-BA estão com os mesmos treinadores que iniciaram a Série C. O Ferroviário, de Marcelo Vilar, e o Vila Nova, do ex-zagueiro Bolívar, estão no G4.

Os dois maiores clubes do Norte do Brasil, Paysandu e Remo, trocaram o comando técnico recentemente. Mesmo com o título paraense conquistado em cima do rival, o Papão dispensou o veterano Hélio dos Anjos e levou o novato Matheus Costa, ex-Paraná, em seu lugar. Anjos não resistiu à campanha irregular do alviceleste paraense na Série C – passadas oito rodadas, o time segue fora do G4. Já o Remo, que está em terceiro lugar no grupo, mandou embora Mazola Jr., ex-Londrina, por conta da perda do título estadual e de uma sequência de sete jogos sem vitória. Paulo Bonamigo assumiu o Leão vencendo o Manaus na última rodada.

Outro grande do Nordeste que trocou de técnico foi o Santa Cruz, mas por opção do próprio treinador – Itamar Schule, ex-Operário e Nacional de Rolândia, pediu demissão para ir treinar o Oeste na Série B. O Santinha, que está no G4, foi buscar Marcelo Martelotti de volta. Os paraibanos Treze e Botafogo, o Manaus-AM e o Imperatriz-MA são os outros times do grupo A que já mudaram de técnico na Série C.

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