Damon Hill pode encerrar a carreira ainda este ano
Agência Estado
Se Damon Hill ainda fosse piloto de Tom Walkinshaw, na Arrows, e não da Jordan, certamente ouviria do escocês: Se US$ 8 milhões por ano não são capazes de lhe estimular a continuar competindo, então o melhor é ficar em casa agora. O campeão do mundo de 96 confirmou ontem em Magny-Cours, onde hoje começam os treinos livres do GP da França, que pára mesmo de correr, no fim do ano ou até antes. Está sendo muito difícil para mim ir até o autódromo a fim de treinar ou disputar um GP, revelou Hill. Bernie Ecclestone, promotor do show, quer Hill fora da Fórmula 1 já.
De bom humor e até solicitando para a imprensa não divulgar suas preferências por esportes radicais, para não preocupar sua esposa, Georgie, Damon Hill expôs francamente seu momento: A motivação na Fórmula 1 é como apertar uma pasta de dente, exemplificou o piloto. Quando ela é nova, é fácil tirar a pasta do tubo, mas quando ela vai acabando é preciso fazer mais e mais força. Ele descartou a possibilidade de se transferir para a Fórmula Indy.
Vou satisfazer meu gosto pela velocidade com minhas motocicletas e praticando sky diving (modalidade arrojada de pára-quedismo). Em seguida pediu aos jornalistas: Por favor não divulguem isso que minha mulher ficará preocupada. Toda essa franqueza pode fazer com que Eddie Jordan, proprietário da sua equipe, aposente Hill, compulsoriamente, antes do planejado pelo piloto inglês, que no dia 17 de setembro completará 39 anos. Na Fórmula 1 os rumores são de que Hill abandonará as pistas, por contra própria ou recomendado, depois do GP da Inglaterra, etapa seguinte à da França, dia 11 de julho.
Caso saia da Jordan ainda com o campeonato em curso, Hill deve ser substituído, provisoriamente, pelo finlandês Mika Salo. Os pilotos mais cotados para herdar a vaga na Jordan no ano 2000 são David Coulthard, da McLaren, e Eddie Irvine, da Ferrari.
O atual campeão do mundo, Mika Hakkinen, da McLaren, comentou ontem que gostaria de surpreender Michael Schumacher, como no Canadá. Lá ele era o favorito, como aqui, mas fui eu que ganhei. Schumacher venceu quatro das cinco últimas edições do GP da França. O alemão da Ferrari respondeu que, de fato, sempre se deu bem no circuito de Magny-Cours, mas na pista de Montreal também era assim e todos viram o que aconteceu. Até aceito ficar em segundo aqui na França, desde que o vencedor não seja Hakkinen, afirmou. O piloto da McLaren lidera a classificação, com 34 pontos, contra 30 de Schumacher. O GP da França é a sétima etapa da temporada.O piloto, que está em Magny-Cours, na França, para a corrida deste domingo, diz que não tem mais motivação para correr
Arquivo FolhaEstá sendo muito difícil para mim ir até o autódromo a fim de treinar ou disputar um GP, diz Hill





