Impedido de jogar contra o Coritiba, no seu Estádio 14 de Dezembro, o presidente do Toledo, Humberto Dalla Costa, renunciou ao cargo. A equipe do Toledo foi punida na noite da última quinta-feira, com a perda de mando do jogo com o Coritiba, depois do incidente na partida diante do Paraná. Naquele jogo, válido pela 7ª rodada, o auxiliar Carlos Braatz, levou uma pedrada na nuca. A pedra foi jogada por um torcedor.
Com a renúncia do presidente, os demais diretores do Toledo optaram em jogar diante do Coritiba, em Curitiba. A Federação Paranaense de Futebol (FPF), que estava propensa a marcar o jogo para Cascavel, aceitou o pedido do Toledo.
Na quinta-feira à noite o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) decidiu punir o Toledo com a perda do mando do jogo em seu estádio. O presidente do Toledo, Humberto Dalla Costa não aceitou, ameaçando inclusive tirar o time do campeonato. Luiz Antonio Teixeira, advogado constituido em Curitiba pelo Toledo, tentou entrar com um recurso no STJD, da CBF, no Rio de Janeiro, para garantir a realização do jogo no Estádio 14 de Dezembro. Mas o próprio advogado reconhecia que seria difícil conseguir ganhar o recurso.
No final da tarde ontem Humberto Dalla Costa, que estava em Curitiba, encaminhou a sua diretoria, e a FPF, uma carta de renúncia ao cargo de presidente do Toledo. Segundo Humberto Dalacosta, a ‘‘FPF cedeu as pressões da imprensa da capital e da diretoria do Coritiba’’. ‘‘Não deixamos de tomar nenhuma das providências cabíveis. O ato foi isolado, não houve invasão de campo, o torcedor foi identificado, detido e o policiamento agiu com rigor’’, disse o ex-presidente do Toledo.
O questionamento que se fazia em Toledo era quanto à possibilidade de que seja ‘‘aberto um grave precedente’’, que permitiria ‘‘armações’’, porque qualquer pessoa poderia ser mandada a um estádio pelo clube visitante para jogar pedra ‘‘e assim prejudicar o clube local’’. Segundo a diretoria do Toledo, não havia restrições nenhuma com referência aos estádios da região para o jogo.

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