São Paulo - Porte franzino, rosto de menino, simpatia e modéstia misturada com alguma timidez poderiam fazer com que Andrés D'Alessandro pudesse ser confundido com um adolescente. Em campo, no entanto, nenhum torcedor corintiano que esteve quarta-feira no Morumbi há de esquecer o ágil meia-atacante argentino do River Plate, carrasco do time do Parque São Jorge na Taça Libertadores da América.
A participação de D'Alessandro, que apesar do rosto juvenil tem 22 anos e é considerado um atleta experiente, não se limitou apenas ao bom e objetivo futebol nos dois confrontos contra a equipe de Geninho. O meia também foi o responsável pelas expulsões que desestabilizaram o Corinthians em ambas as partidas. No Monumental de NuÀez, a 'vítima' foi o lateral Kléber, que levou cartão vermelho após agredir o meia. Quarta-feira, foi a vez de seu reserva, Roger, sair do jogo mais cedo por uma jogada violenta.
Apesar de toda a importância que teve na classificação do River Plate para as quartas-de-final da Libertadores, D'Alessandro assumiu postura bastante modesta após a partida. ''Sabíamos que seria um jogo muito duro para nós, pois o Corinthians é uma grande equipe'', afirmou o jogador, que se confessou fã de Maradona e 'discípulo' do meia uruguaio Rubén Paz, um dos destaques da seleção celeste nos anos 80.

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