São Paulo - O gol contra o Nacional significou muito para Dagoberto. Não apenas por conseguir, enfim, homenagear Thayna, sua primeira filha, que nasceu há dois meses. O atacante tirou um peso enorme das costas e agora quer recuperar o futebol que lhe trouxe ao São Paulo. ''Eu sei que para o São Paulo esse gol foi importante. Mas para mim, não tenho nem palavras. Vocês não imaginam o peso que eu tirei das costas.''
Contratado no ano passado por R$ 5 milhões (reforço são-paulino mais caro dos últimos anos) e após uma briga interminável com o Atlético Paranaense, o jogador até teve um bom início. Fez gols importantes na caminhada do bicampeonato brasileiro, inclusive marcando no jogo do título contra o América de Natal.
Mas 2008 não começou da mesma maneira para o atacante. Cotado para formar dupla com Adriano, Dagoberto se contundiu e perdeu espaço, principalmente depois da ascensão de Borges. Para piorar, quando entrava nas partidas, não conseguia repetir o desempenho que fez o São Paulo investir pesado para trazê-lo. ''A cobrança foi grande. Muitas pessoas que batiam nas minhas costas no ano passado, quando fomos campeões brasileiros, passaram a me olhar torto, desconfiando do meu trabalho.''
Mas Dagoberto nunca desistiu. Treinou, batalhou, e contra o Nacional foi premiado com um gol importante, que definiu a vitória por 2 a 0 num jogo complicado e colocou o time nas quartas-de-final da Libertadores para enfrentar o Fluminense.
Agora, o atacante já planeja recuperar sua condição de titular. Quem sabe contra o Grêmio, amanhã, na estréia do Campeonato Brasileiro, e principalmente para o jogo da próxima quarta-feira, no Morumbi. ''Acho que tenho condições de ser titular contra o Fluminense. Eu respeito os meus companheiros, mas sei que eu tenho condições e vou lutar para recuperar o meu espaço. Meu objetivo é resgatar minha posição. Eu acredito em mim e que eu vou voltar a ser como era antes.''
O jogador não marcava desde o dia 30 de outubro, quando fez o terceiro gol da vitória por 3 a 0 contra o América de Natal, que definiu o quinto título brasileiro. ''Realmente não sei porque demorei tanto para fazer um gol. Às vezes, você tenta, tenta, mas ela (bola) não quer entrar. Não tem jeito. Mas agora o gol saiu.''

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