Dagoberto pode voltar contra o Tubarão
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segunda-feira, 22 de março de 2004
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Atlético se reapresenta na tarde de hoje para iniciar os treinos visando a primeira partida da semifinal do Campeonato Paranaense. Para o jogo de domingo, contra o Londrina, no Estádio do Café, o técnico Mário Sérgio deve fazer modificações na equipe.
Contra o Tubarão, o treinador terá à disposição o zagueiro Marinho, que cumpriu suspensão automática. Ele deve ocupar a vaga de Ramalho, contundido, que foi substituído por Ígor no último domingo. A novidade rubro-negra pode ser no ataque, já que Dagoberto entrou bem no segundo tempo da última partida e pode até ganhar chance no ataque titular.
Ontem, a alta nos preço dos ingressos para os jogos na Arena da Baixada ainda repercutiam. No domingo, os torcedores usaram nariz de palhaço e protestaram com faixas e gritos. Alguns precisaram ser acalmados pela segurança do estádio. A diretoria ficou tão irritada com o episódio dos ingressos a ponto de impedir os profissionais da rádio Transamérica, de Curitiba, de transmitir a partida entre Atlético e União Bandeirante, devido a atritos sobre o assunto durante a semana passada.
O presidente do Conselho de Gestão do Atlético, João Augusto Fleury da Rocha, afirmou que ''não aceita ser tratado dessa maneira''. Já o presidente do conselho deliberativo, Mário Celso Petraglia - o mais hostilizado pela torcida -, afirmou que a tabela de preços imposta pelo Furacão foi baseada em pesquisas e achou o protesto injusto. ''Nem os Fanáticos (maior torcida do Atlético) vão impedir que o Atlético continue trilhando o caminho que está fazendo'', alertou o dirigente.
Ontem, o Procon abriu investigação preliminar para avaliar o reajuste de 100% sobre os ingressos, já que no ano passado o preço para assistir a uma partida na Arena da Baixada era de R$ 15 no Campeonato Brasileiro. O órgão enviou notificação ao clube solicitando documentos para esclarecer a alta sob a alegação de que a prática da diretoria seria abusiva com vantagem excessiva sobre o consumidor, o que contraria o Código de Defesa do Consumidor.


