Dagoberto está livre para definir futuro
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quarta-feira, 18 de abril de 2007
Luciano Balarott<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Naquele que pode ser o último capítulo de uma novela que se prolonga há meses, o atacante Dagoberto conseguiu na Justiça do Trabalho se desvincular do Atlético. Depois de depositar em juízo, graças a um empréstimo bancário, o valor da multa rescisória de R$ 5,4 milhões, o jogador agora pode acertar com outro clube. O provável destino é o São Paulo, mas Internacional e Santos correm por fora.
Prata da casa, ídolo da torcida atleticana, Dagoberto viveu tempos difíceis desde o início do ano, quando sua relação com a diretoria do clube, em especial com Mário Celso Petraglia, se deteriorou definitivamente. ''Hoje é muito fácil atirar pedras e eu estava sendo julgado por coisas que não fiz. Felizmente esta novela terminou'', explica o jogador, que nega ter qualquer problema com a torcida e com os demais atletas do elenco.
Dizendo-se obrigado a tomar a atitude de rescindir o contrato, diante da perseguição que vinha sofrendo, o atacante se mostrou aliviado e esperançoso com o futuro. ''É um sonho e um grande objetivo jogar em um clube como São Paulo, Inter ou Santos. Isto tudo foi bem ruim para mim, até porque está tendo uma renovação na seleção (brasileira), mas eu confio no meu trabalho para dar a volta por cima'', complementa.
Sobre sua história no Furacão, o atleta diz que nunca esquecerá os bons e os maus momentos. ''Vou deixar saudade e sentir saudade da torcida. Eu me machuquei jogando e cumprindo minha obrigação de ajudar na marcação. Pena que uma única pessoa destrua toda uma história dentro do clube. Dizem que acabou a escravidão mas eu era praticamente um escravo do clube'', afirma.
Livre para defender outra camisa, Dagoberto lembra com tristeza de seu pior momento no Rubro-Negro. ''Com o Givanildo foi ruim porque ele falou que ia bancar minha escalação e depois disse que eu fui afastado por uma questão psicológica'', finaliza.


