Dagoberto desperta São Paulo para goleada
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domingo, 26 de agosto de 2007
Giuliano Villa Nova<br> Agência Estado 
São Paulo - Até os 11 minutos do segundo tempo, o tédio tomava conta do jogo entre São Paulo e Náutico. Sem criatividade, os paulistas, líderes do Brasileiro, não conseguiam vencer a forte retranca dos visitantes, que sonhavam em deixar a zona de rebaixamento. Mas a monotonia no Morumbi foi quebrada pelo atacante Dagoberto. Até então sumido em campo, o camisa 25 abriu o placar da goleada por 5 a 0 do São Paulo, que mantém a vantagem de seis pontos sobre o Cruzeiro (44 a 38), e dá moral para o clássico contra o Palmeiras, quarta-feira, no Palestra Itália.
''O primeiro tempo não foi ruim, foi horrível. Mas o time melhorou na etapa final e conseguiu os gols'', resumiu o goleiro Rogério Ceni. ''O resultado foi importante porque teremos um jogo muito difícil contra o Palmeiras e continuamos com seis pontos de vantagem.''
A esperteza de Dagoberto, que fez o primeiro ao aproveitar o rebote do goleiro Eduardo num chute de Borges, não foi o único fator de desequilíbrio. A fragilidade do time pernambucano contribuiu muito para que o time do técnico Muricy Ramalho conquistasse seu resultado mais elástico na competição - o que só foi possível depois da expulsão infantil do meia Acosta. ''Precisávamos ter paciência, pois em algum momento o gol iria sair'', disse o meia Souza.
Apesar do triunfo incontestável dos paulistas, o primeiro tempo foi um dos mais sonolentos do campeonato. Bem marcado, Leandro não conseguia fazer tabelas com Souza, assim como Jorge Wagner, que parou na marcação e teve atuação discreta. Em 45 minutos, o São Paulo criou apenas duas chances: numa cobrança de escanteio, na qual Daniel Paulista salvou em cima da linha o cabeceio de Borges, e numa arrancada pela direita de Leandro, que Borges furou na frente do gol.
Mesmo excessivamente cauteloso e com um meio-de-campo limitado, o Náutico teve chance para abrir o placar: livre, Sidny foi lançado, ficou frente a frente com Rogério Ceni, mas chutou em cima do goleiro.
O segundo tempo começou da mesma forma, até que Acosta levou cartão vermelho por dar um tapa em Souza, na frente do árbitro Wagner Tardelli. O são-paulino reclamava de uma falta cometida por Hamilton e Leandro. Não fosse a agressão do uruguaio, Hamilton seria advertido com cartão amarelo. Mas a ingenuidade do meia uruguaio mudou a história da partida. Acosta ainda ficou implorando, junto com meio time do Náutico, um cartão vermelho também para Souza. ''Ele te deu uma cotovelada'', dizia o gestual dos atletas do time.
Com um a menos, ficou impossível segurar o ataque do São Paulo, que aumentou a pressão e inaugurou o marcador com Dagoberto. Seis minutos depois, Hamilton empurrou Souza na área e Rogério Ceni converteu o pênalti.
Hugo entrou no lugar de Leandro e teve total liberdade para fazer mais dois - ambos de cabeça, após cobranças de escanteio. E até Aloísio contrariou seu estilo brucutu e marcou um bonito gol: matou a bola no peito, girou e, de primeira, mandou para as redes.
EM SÃO PAULO
São Paulo 5
Rogério Ceni; André Dias, Breno e Miranda (Júnior); Souza, Hernanes, Richarlyson, Leandro (Hugo) e Jorge Wagner; Borges(Aloísio) e Dagoberto. Técnico: Muricy Ramalho
Náutico 0
Eduardo; Sidny (Marcelo Silva), Toninho, Onildo e Hamilton (Geraldo); Daniel Paulista, Elicarlos, Wagner, Acosta e Everaldo; Maurício (Marcelinho). Técnico: Roberto Fernandes
Árbitro: Wagner Tardelli (FIfa-RJ)
Estádio: Morumbi
Expulsão: Acosta
Gols: Dagoberto aos 11, Rogério Ceni aos 19, Hugo aos 27, Aloísio aos 29 e Hugo aos 45 minutos do 2º tempo


